Bem que podia ser sempre assim…

Fazia algum tempo que eu não via Porto Alegre como está nestes últimos dois dias: vazia! Que saudade de ver a cidade assim! O trânsito fica melhor, o stress fica menor, e até o calor diminui. Por que não pode ser sempre assim?

Tirando raríssimas excessões (i.e. parentes e amigos), eu tenho plena certeza de que toda essa gente que não está por aqui simplesmente não faz falta nenhuma! Por que diabos simplesmente não permanecem pra sempre onde quer que estejam agora e nos deixam em paz?!?

Nestas horas eu fico feliz que minhas chatísses sejam coerentes. Por exemplo: eu não gosto de sol e de praia, assim como não gosto da horda de débeis mentais que é a gigantesca maioria no trânsito de Porto Alegre, e da inesgotável multidão de malas-sem-alça que atrapalha (e são sempre os mesmos, com o mesmo perfil, quer vocês – politicamente malas-sem-alça – aceitem ou não) em supermercados, festas, farmácias e toda e qualquer espécie de estabelecimento dos quais possamos vir a precisar. A coerência está no fato de que essas pessoas citadas acima gostam de sol, praia, música ruim, farofada na beira da praia, banho-de-câncer-de-pele, imundiciar toda e qualquer superfície perto de onde resolvam ficar parados mais de 13 minutos, e toda uma série de outras coisas que eu conscientemente odeio.

Nessas horas é gratificante saber o quanto as pessoas que eu não gosto gostam das coisas que eu odeio.

E me vem a pergunta: por que não mudamos as placas das estradas em volta e impedimos que esse bando de malas retorne? Ou mudamos a cidade de lugar? Ou a erguemos do chão como alguns castelos de filmes de fantasia medieval?

As vezes é mesmo um pé no saco não ser onipotente.

5 comentários sobre “Bem que podia ser sempre assim…”

  1. cara, tem uma crônica do LFV, de uns 20 anos atrás, que diz que Porto Alegre é uma cidade de 300.000 habitantes, mas, na alta temporada de turismo, que dura de março a novembro, recebe em torno de um milhão de visitantes.
    Eu apóio muito o bloqueio da volta da freeway.

  2. cara, fique feliz de não morar no Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo.
    o caos e os malas é sempre maior.
    eu às vezes levo 3 horas pra chegar em casa porque existe uma merda de bairro chamado Barra da Tijuca onde as coisas não funcionam, não andam, e o bairro só cresce sem nenhuma estrutura de transporte (metrô)!
    eu sou carioca, moro no Rio e tenho que aguentar essa gente chata que ama praia e sol o ano inteiro.
    o pior é quando digo que não gosto e me chamam de chata e carioca atípica.
    mania irritante de que todo mundo tem de ser igual.

    sorria por estar em Porto Alegre.
    queria eu estar aí.

  3. Agora imagina aquele nescau de tramandaí (o mar, é óbvio) e na beira da praia desde de um chevette vermelho com insulfilme vermelho, de onde vem um dance rádio cidade, um gordo besuntado de algum tipo de bronzeador que parece um óleo marrom, de sunga amarela e viseira (é, viseira) com um isopor com a “caipa” do mês e ainda ensaia uma dancinha homosexual.

    Assustador né?

    Pois é. Eu já vi isso.

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