E depois me perguntam por que eu não quero me reproduzir

Quando eu estava na faculdade eu queria fazer, pra aulta de produção em TV, um vídeo que começava com a tela preenchida por uma bunda de shortinho rebolando. Isso duraria 20 dos 30 segundos do comercial, depois afastaria mostrando que se tratava de uma menina de uns 8 anos (havia um concurso de crianças dançando pagode no Raul Gil na época), e fechava com um cartão dizendo “Podia ser a sua filha”.

Me disseram que eu estava exagerando e que estava sendo moralista demais. Que eram apenas crianças dançando e que não tinha maldade nisso. Claro… Isso foi em 1999.

O tempo passou e até agora ninguém consegue ter argumentos decentes pra me provar que eu estava errado. Na verdade, muito antes pelo contrário.

Li, há pouco, dois posts que só reforçam minha crença inabalável que a sociedade segue vertiginosamente lomba abaixo. Em ambos, havia este video:

E os links dos posts que falei, que valem a pena ser lidos, seguem abaixo:

Um bom dia para vocês também.

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3 Responses to E depois me perguntam por que eu não quero me reproduzir

  1. Vica says:

    Teus filhos não podem ser diferentes do resto? Se tu és diferente do resto?

  2. Vica says:

    Mas eu concordo, a coisa vai de mal a pior.

  3. Fafi says:

    Eu já desisti faz tempo. Cada criança demoníaca que aparece… vai que eu coloco mais uma no mundo. Todo meu instinto maternal dedico aos meus gatos, esses eu tenho certeza que jamais me decepcionarão. Pelo menos funk na minha casa não vai rolar!

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