Camisetas Ofensivas ou Um Estudo Sobre a Falta de Atenção

 

Eu certamente não me lembro o que me levou a esta conclusão (provavelmente foi algum filme ou livro), mas ainda nos primeiros anos de faculdade, concluí que a maioria das pessoas não notaria se eu passasse a dizer “O prazer é todo seu”, em vez do costumeiro “O prazer é todo meu”.

Além do som das duas frases ser totalmente semelhante, as pessoas estão tão acostumadas a ouvir esta frase que facilmente ignorariam minha alteração debochada. Passei a dizer isso com certa frequência e realmente ninguém nota.

Anos mais tarde li que nosso querido cérebro é responsável por não apenas um bom número de ilusões de ótica, como por uma série de compreensões erradas da realidade, já que tente a “completar” aquilo que nossos sentidos captam com informações que já constam em nossa memória.

Isso me fez concluir que, seguramente, metade dos serviços de atendimento ao cliente poderia alterar a frase de sempre para “A sua ligação é muito importante para você” sem maiores problemas.

Minha impressão, ao longo desses anos, é que quanto mais uma pessoa está focada em ouvir a parte que lhe interessa de um assunto, mas tranquilamente tu pode dizer um monte de barbaridades para ela sem que ela note.

As camisetas do início do post são um exercício sobre esse assunto. Tenho certeza que passariam desapercebidas por um grande número de afegãos médios. Não apenas a alteração na mensagem é bastante discreta (embora, obviamente, mude totalmente o sentido da coisa), como a arte segue o padrão também conhecido e esperado para camisetas com esse tipo de mensagem.

foguinho.com.br – não foi dessa vez

Acabei não conseguindo postar sobre isso antes, mas no dia 2 de agosto de 2011, o pessoal do jurídico do registro.br me mandou um e-mail dizendo que meu pedido de registro do domínio foguinho.com.br foi indeferido. Pelo que pude constatar, nem eu nem qualquer outra pessoa que estivesse brigando por ele também ganhou o direito de registrá-lo. Embora eu entenda e respeite a posição do registro.br, na minha opinião a lei vigente é antiquada e pouco adequada à realidade da internet. Atrelar o direito de registro de domínio a um nome de empresa registrada é plausível, mas certamente está longe de cobrir todas as situações em que mais de uma pessoa pode querer registrar um domínio.

De qualquer forma, já tenho a data do próximo processo de liberação e tentarei novamente. Valeu a todos que mandaram e-mail pros caras. Na próxima eu peço ajuda de novo!

Mais considerações sobre por que eu mereço o foguinho.com.br

Pois bem, estava eu tendo algumas idéias subversivas quando resolvi fazer uma consulta ao registro.br em relação a um domínio. Vejam que resultado mais interessante:

Pois então, se o PSDB pode ser oposição.org.br eu tenho mais do que direito de ser foguinho.com.br, concordam?

Então voltem ao post anterior e sigam na minha campanha!

Infográfico Fundamental #1

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Cozinha Hardcore

Esse Big Big Mac deve realmente curar ressaca.

Duplo Sentido by Omelete

“Bruna Surfistinha tem a 2ª melhor abertura do ano” – Omelete.

Lykke Li – Wounded Rhymes

O Omelete tá agora com uma sessão diária chamada “Música Grátis“. Rola bastante coisa boa na sessão, entre elas essa sueca bastante afudê, com um climinha Raveonettes.

PSDB + NEXTEL

Faz alguns dias o PSDB lançou um novo programa nacional. Acredito que quem quer que tenha assistido sentiu falta de uma detalhezinho.

Eu passei uns dias resistindo a fazer esta brincadeira. Finalmente, hoje, sucumbi. Espero que o PSDB e a NEXTEL compreendam e se divirtam com a brincadeirinha que, aqui entre nós, não podia ser mais óbvia.

Divagação Tipográfica

Estava eu, esta semana, dentro de um T9 a caminho de casa quando notei o novo (pelo menos pra mim) cartaz da campanha do TRI. Impossível não pensar sobre a forma influi na linguagem escrita. Como não apenas aquilo que está escrito, mas o modo como as palavras estão dispostas, como os tipos utilizados foram escolhidos, ou seja, como a diagramação da frase influi naquilo que está sendo comunicado. Dessa forma, replico e altero o cartaz que vi no ônibus para melhor compreensão de minhas divagações. Convém comentar que talvez o cartaz abaixo não faça o menor sentido para quem não é gaúcho.

TRI