David Lynch – “Crazy Clown Time”

Clip dirigido por ele de uma música dele. Totalmente doido. Quem gosta de David Lynch, certamente vai gostar.

Monstruoso plano maligno contra nosso sotaque

Embora muitas pessoas possam achar pouco provável ou pouco apropriado, nos últimos tempos tenho tido um convívio mais regular com crianças (com por volta de 2 ou 3 anos). Quando observamos crianças podemos chegar a várias conclusões notáveis interessantes, mas quero tratar aqui de algo que notei que é, pelo menos bairristicamente, aterrorizante!

Um número gigantesco de escolinhas e creches tem posto em prática um monstruoso plano para arruinar o sotaque gaúcho! Enquanto os pais depositam toda sua confiança nestas instituições, elas aproveitam-se não apenas dessa confiança, como do potencial de babar e achar tudo bonitinho que os pais tem, e ensinam as indefesas crianças a dizer você, em vez de tu.

Desatentos ao grande plano por trás desta peculiaridade, os pais simplesmente acham um amor sem compreender que daqui há vinte anos a maioria da população não usará mais o tu. Isso é meio caminho para começar a chamar guri de moleque!

Pais gaúchos, posicionem-se e expliquem para as creches e escolas que parem de distorcer a educação de seus filhos! Ou depois não reclamem se a piazada começar a chiar!

Gravity The Seducer (Ladytron 2011)

Dia 12 de setembro na Europa e dia 13 de setembro nos Estados Unidos, Ladytron lançou seu novo álbum: Gravity The Seducer. Realmente mais uma prova de que a banda é foda mesmo. Normalmente eu comento as faixas dos álbuns que eu gosto, mas como a banda disponibilizou as músicas no SoundCloud para serem ouvidas e compradas, segue o player abaixo. E mais abaixo, dois clips do novo álbum.

Together – The New Pornographers (2010)

Lançado em maio do ano passado, esse álbum é o quinto álbum da banda. Confesso que embora eu realmente lembre de ouvir falar bastante deles já há muito tempo (afinal o primeiro álbum é de 2000) eu sinceramente não consigo, de cabeça, associar nenhuma música a eles.

Segundo a Wikipedia, que raramente costuma mentir, Together conta com a participação de um monte de gente, entre eles Zach Condon, do Beirut, banda de quem a Globo chupou descaradamente o conceito estético dos videoclips para fazer umas 3 ou 4 mini-séries.

Uma vez que não lembro dos outros álbuns dos caras, não tenho como comparar esse com os anteriores (pelo menos por enquanto), mas dá pra dizer alguma coisa sobre cada uma das músicas:

1 – Moves: Começa com o que parece um violino com overdrive. Como acho que tudo, inclusive a voz de um bom número de pessoas, ficaria melhor com distorção, já comecei curtindo. O pianinho é do caralho. Dá pra notar a influência (declarada) de Brian Wilson nos backings.

2 – Crash Years: Essa foi a música que me fez ir atrás desse álbum (obrigado SoundHound). Existem músicas que a combinação do timbre da voz do vocalista com o timbre dos instrumentos e com a melodia é tão harmônica e faz tanto sentido que é capaz de carregar quem está ouvindo por um turbilhão de emoções/imagens/lembranças/idéias/vontades que dá vontade de pagar um churrasco pra banda inteira.

3 – Your Hands (Together): meio sessão da tarde pro meu gosto. E eu só vi o clip depois de escrever a frase anterior.

4 – Silver Jenny Dollar: power pop… faz sentido. Lembra 2002 mesmo.

5 – Sweet Talk, Sweet Talk: sempre fui um entusiasta das palmas bem empregadas.

6 – My Shepard: começa com um pianinho que promete. Uma análise rápida aqui, quando começou a voz dessa aqui, feminina, eu concluí que até o momento estou preferindo as músicas com vocal feminino. Ontem mesmo comentei que estamos há algum tempo com muito mais vocalistas mulheres fodonas do que vocalistas masculinos fodões. Interessante isso.

7 – If You Can’t See My Mirrors: essa seria uma música que eu certamente colocaria em um setlist pra uma festa. Provavelmente no início da festa.

8 – Up In The Dark: violão do início chega chegando, mas promete mais do que cumpre.

9 – Valkyrie In The Roller Disco: bonitinha, mas nada de muito impressionante.

10 – A Bite Out Of My Bed: seguindo a tendência básica da “teoria do gráfico” o pique sobre novamente nessa aqui, beeeem mais interessante que a anterior. Riffs interessantes, panderetinha bem utilizada também.

11 – Daughter Of Sorrow: até aqui se confirma a aplicação da “teoria do gráfico”, mostrando que assim como começaram com as mais fodonas, deixaram as outras mais fodas pro final! Tem uns backings gritados aqui que são uma cavalisse de afudê!

12 – We End Up Together: É fundamental que um album, para que seja bom, que ele termine bem. E é esse o caso aqui. Muito boa a escolha de música final do álbum.

Bem, pelo jeito vale a pena eu ouvir os outros quatro álbuns dos caras. Vou ouvir e depois talvez eu comente aqui. Talvez não.

 

Showroom of Compassion – Cake

Lançado dia 11 de janeiro deste ano, este é o primeiro album lançado pela banda desde 2004. Showroom of Compassion também é o primeiro álbum deles a ser lançado de forma independente. Produzido pelo próprio Cake, o álbum me soou um tanto diferente dos anteriores. Embora os metais, o moog e os demais barulhinhos sigam o velho estilo do Cake, o vocal está bastante diferente, além de estar com o volume mais próximo do resto do instrumental, dando uma cara menos pop para as músicas.

Abaixo, comentários música por música (que escrevi antes de escrever o início deste post, o que pode fazer soar um pouco esquizofrênico):

Federal Funding – Faz tempo que eu não ouço Cake, mas “à primeira vista” parece outro vocalista. A melodia e a letra soam Cake, mas o vocal tá bem diferente.

Long Time – Já começa afudê e agora o vocal, embora siga com o timbre um pouco diferente, está com a mesma intenção do Cake que eu estava acostumado (relembrando que eu não ouço Cake há horas). Como sempre, o baixo é muito foda e a música tem “reviravoltas” sensacionais. Barulhinhos legais com bom trabalho de pan, que o Pedro deve ter adorado. (linkar).

Got to Move – babadinha que seria muito bem vinda em uma reunião dançante, se essa pirralhada sem graça soubesse o que é isso. Levadinha tranquila com backing vocals bem aproveitados.

What’s Now is Now – aqui ou eu já me acostumei com as mudanças ou já está soando “muito mais Cake” pra mim. Interessante a mixagem do vocal próxima aos instrumentos. Bem pouco pop. Se mescla bem com o teclado e a guitarra.

Mustache Man (Wasted) – baixo fogão, chocalho de cascavel clássico, timbre de voz meio diferente. Acho que começo a compreender a proposta do negócio.

Teenage Pregnancy – Cornetinhas me lembrando Los Hermanos, melodia me lembrando Beiruth, mas com o baixo e os barulhentos do Cake. Além disso, a melodia tem tudo a ver com o nome da música. A saber: é instrumental.

Sick of You – Acho muito bom quando uma banda acha uma fórmula que funciona, a usa de forma sempre interessante de modo que cria uma identidade. A voz de radinho que volta e meia aparece nas músicas do Cake funciona. E funciona como um recurso e não como uma artimanha, e isso é muito afudê.

Easy to Crash – Até agora a musiquinha mais fraca do álbum, na minha opinião. O tecladinho é legal, mas a gritaria meio que cansa.

Bound Away – Countryzinho com direito a slide e tudo. Como diria o Fabian, “recuperando o gráfico do setlist”. De se sentir bebum no México, tendo fugido após roubar um banco.

The Winter – Embora o refrão seja bem legal, o resto da música não me pareceu muito interessante.

Italian Guy – Qualquer pessoa que goste de música e que tenha nascido antes do mundo não passar de uma playlist interminável é obrigado a entender a importância da escolha da música que irá finalizar um álbum. Aqui não temos um fim apoteótico, mas a escolha foi muito boa. A música se destaca bastante do resto. O violino foi bem utilizado, os barulhinhos estão incríveis e a melodia é realmente boa.

Impressões finais: o álbum é bem bom, e acho que vou gostar mais dele depois que ouvir mais. Fico feliz que o Cake tenha lançado algo novo.

Flaming Lips – Two Blobs Fucking (mixed)

Então o Flaming Lips resolveu fazer de novo. Da mesma forma que fez com o Zaireeka (1997), eles acabaram de lançar uma música nova com 12 pistas separadas, que tocadas ao mesmo tempo resultam em uma bela maluquice. Eles postaram as faixas no Youtube (12 + 1 de instruções). Para aqueles (como eu) que não tiverem paciência de juntar 12 amigos pra tocar tudo junto, abaixo tem tudo já mixado.

Eu que mixei, o que significa que fucei em volumes e pans. Na época em que lançaram o Zaireeka, isso era um saco de fazer. Atualmente, qualquer um com um Mac e um Garageband faz isso tranqüilo(no PC deve continuar sendo um saco). Isso me faz achar que, na realidade, provavelmente os próprios caras do Flaming Lips já contassem com fãs fazendo mixagens. Afinal, cada pessoa que resolver mixar as faixas irá acabar jogando efeitos para um lado ou para o outro de acordo com seu gosto, ou deixar a guitarra mais alta que o teclado, e por aí vai.

Para quem estiver afim de juntar a galera e tentar tocar tudo junto, ou estiver afim de baixar as faixas e mixar também, abaixo os links:

“Two Blobs Fucking” – Faixa 0 (instruções)
“Two Blobs Fucking” – Faixa 1
“Two Blobs Fucking” – Faixa 2
“Two Blobs Fucking” – Faixa 3
“Two Blobs Fucking” – Faixa 4
“Two Blobs Fucking” – Faixa 5
“Two Blobs Fucking” – Faixa 6
“Two Blobs Fucking” – Faixa 7
“Two Blobs Fucking” – Faixa 8
“Two Blobs Fucking” – Faixa 9
“Two Blobs Fucking” – Faixa 10
“Two Blobs Fucking” – Faixa 11
“Two Blobs Fucking” – Faixa 12

TSE e a mensagem subliminar

Estava eu ontem, indo dar uma exercida na cidadania, quando me deparo com o seguinte cartaz ao lado da entrada da sala onde votei:

Inicialmente, considerando minha costumeira implicância com nossa nova presidente, suspeitei que eu estava apenas sendo pentelho, e consegui deixar de lado o assunto até hoje de manhã, quando pesquisei no google a imagem acima e outra que, após a breve explicação do conceito de “Mensagem subliminar”, postei logo abaixo.

Segundo a wikipedia: Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente. Importante destacar que existem mensagens que estão abaixo da capacidade de detecção humana – essas mensagens são imperceptíveis, não devendo ser consideradas como subliminares. Toda mensagem subliminar pode ser dividida em duas características básicas, o seu grau de percepção e depersuasão.”

Suspeito que o cartaz acima, sozinho, sem mais nenhuma foto junto a ele, nunca ultrapassaria o status de “leve percepção. Porém, quando colocamos a foto ao lado do cartaz, dá pra sacar melhor:

Proposital? Totalmente impossível dizer sem conversar com a equipe que escolheu a modelo da foto. Mas se não foi proposital, foi uma escolha de notável infelicidade para o pessoal que está fazendo exatamente campanha contra boca de urna.

Bug do Millenium (piadinha 10 anos atrasada, mas foda-se)