Bug do Millenium (piadinha 10 anos atrasada, mas foda-se)

 

Agronegócio Record – A Fazenda

Eu tenho uma teoria sobre terem coisas que podem nos trazer muito mais diversão quando não sabemos exatamente do que se trata, e por isso, não devemos tentar saber mais do que sabemos, afim de poder fazer a distorção na compreensão do assunto perdurar e resultar em mais gargalhadas.

A Fazenda é mais um programa sobre o qual eu não sei basicamente porra nenhuma. E é isso que torna as notícias abaixo muito mais divertidas pra mim do que para quem assiste o tal programa:

banho-franciely

Vamos primeiro à notícia sem foto: ela permite uma compreensão relativa a futebol (provavelmente em relação ao desempenho do Douglas Costa no jogo de ontem, do Grêmio), uma compreensão relativa a homossexualismo (provavelmente resultante de uma quebra do acordo feito pelas duas criaturas antes da execução da meia), e uma compreensão relativa a vestuário, o que não deixa de ter um certo teor de frescura, afinal, dois caras se estranharem por causa de um par de meias é totalmente questionável.

Vamos então à notícia da foto: o que eu entendi é que, totalmente arrasada com a pouca aceitação de sua presença na tal Fazenda, seja por parte do público ou dos outros participantes do programa, a pobre moça não conseguiu se controlar e foi obrigada a tomar banho de biquini na frente da câmera para poder se recompor. Impressionante…

Certamente esse programa ainda me trará boas horas de riso, mesmo que eu jamais venha a assistí-lo.

Não havia sinais da presença de outras pessoas no quarto, afirmou o Coronel Pirom Jantrapirom

Por menor que seja a credibilidade com alguém com um nome que dá a idéia de ter um número tão grande de contra indicações na bula, o que se conta é que o tal coronel encontrou mesmo o David Carradine pendurado, nu, em uma corda dentro do armário do quarto do hotel dele em Bangcoc. A dona morte segue, como sempre, com produtividade zero. Só morrem os úteis. Os inúteis, seguem de vento em popa.

De qualquer modo, tá aqui a notícia no G1: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1182656-7084,00.html

Preconceito

Por que uma criança que está representando um personagem em uma novela ou apresentando um programa infantil pode estar vivendo um sonho e uma que está costurando um calçado ou uma mochila de pouca qualidade e preço muito baixo não pode? Puro e simples preconceito.

Isto é tendência:

Segunda linha, primeira tela, site de traillers do Quicktime:

tendencia

Como eu disse, basta olhar para ver uma tendência.

Caminho das Índias

Primeiro vamos organizar as idéias de modo gráfico:

caminho_das_indias

Não preciso explicar meu ponto, não é? Pois bem: sugiro que façamos um brain coletivo para ajudar a Globo a salvar esta nova porcaria da Gloria Peres. Eu tenho já algumas idéias que poderiam ajudar a emissora a deixar mais claro que os personagens são indianos:

  • Crachá: um crachá simples e barato, apenas com a palavra INDIANO. Fácil de produzir e bastante explicativo;
  • Balão de gás: um balão branco amarrado nos personagens, com a palavra INDIANO escrita nele;
  • Anão com um cartaz em formato de seta escrito “INDIANO”.

Essas são apenas algumas idéias pra começar o brain. Agora aguardo sugestões de todos pra que possamos ajudar a Gloria Peres a não fracassar e perder a audiência pra Record.

O Futuro da Cultura Brasileira ou A Caminho do Fim da Ereção

Desde o dia em que, depois de me desenozarem do cordão umbilical, eu vim ao nosso complexo mundinho, a cultura brasileira ruma em toda velocidade lomba a baixo. Não que a noção algum dia tenha imperado inabalável sobre nossa culura, mas creio que estejamos finalmente cavocando no fundo do poço.

Creio que o início do fim talvez tenha sido com a criação do Aqui e Agora no SBT, quando pela primeira vez a Rede Globo resolveu nivelar por baixo. Daí foi uma queda vertiginal.

Em meio à caralhada de coisas que me preocupam em relação à nossa cultura, creio que a mais crítica ainda não foi notada por ninguém. O Brasil ruma ao fim da ereção nesta nação!

Quando eu era um piá de merda, era uma trabalheira ver uma mulher sem roupa. Tu tinha que roubar revistas do pai escondido, tentar ver as colegas trocando de roupa pelo buraco da fechadura e tudo o mais. Mesmo com o advento da internet, ainda tinha que ser esperto o suficiente pra pesquisar nos lugares certos.

Atualmente basta ligar a TV, a qualquer horário, em qualquer canal. Sempre tem uma bunda quicando. Barbada!

OK, isso facilita a vida dos adolescentes. O problema é que metade da nossa fissura e diversão em ver as minas peladas vinha da dificuldade. O estímulo vem do que tu não está acostumado a ver/usar/sentir o tempo todo. Ninguém jamais adoraria uma comida “x” se o cheiro dela estivesse o tempo inteiro no ar do ambiente. Do mesmo modo, se uma criança vê uma mulher pelada se mexendo como uma serpente desde os três anos, nunca ficará de pau duro por causa disso.

Isso claramente é um problema para as gerações futuras.

De qualquer modo, se eu nascer de novo, certamente não será no Brasil, portanto creio que não devo me preocupar muito. Mas fica o conselho pros pais: não banalise a mulher pelada na vida do seu filho! Ele pode sofrer terríveis consequências com isso.

Me orgulho dos meus amigos!

Existe uma série de coisas que faz com que nos orgulhemos das pessoas que gostemos. No caso dos amigos, coisas que eles fazem bem, idéias boas que eles tem. No caso de tu ser um pai ou uma mãe, praticamente qualquer merda que o rebento inventar de fazer.

Uma vez em mais um dos meus surtos de revolta contra o povo brasileiro, o Ivo me explicou uma coisa que tornou minha vida muito mais fácil:  “tu te irrita tanto com o povinho porque tu julga as pessoas por ti. Mas tu é inteligente, e gente inteligente costuma andar com gente inteligente, e por isso tem uma visão distorcida da realidade e se barbariza com os absurdos que o povo faz. Só que o povo não é nada inteligente”. Nem comecem a discordar porque ele tá certo. O povo é burro. Mas não é esse o ponto.

Comentei isso porque me orgulho da inteligência dos meus amigos. Ontem fui almoçar com o sérgio e comentei com ele que li no Terra “Alemão acaba com a Iris”. Eu pretendia comentar com ele que eu não entendia era como o cara podia ter pego aquele bagulho, mas a cara de mais completa perplexidade que ele fez me impediu de fazer qualquer comentário. Com uma cultura muito maior do que os amantes do BBB, o Sérgio estava tentando compreender porque diabos falar alemão poderia causar este tipo de dano aos olhos.

O conhecimento que ele precisa ter pra entender isso é realmente maior do que o do afegão médio normal brasileiro. Além disso, obviamente, a recorrência diária de absurdos publicados pelo Terra ajuda bastante a possibilidade de alguém entender algo tão fantástico.

Mas por fim, fiquei orgulhoso do Sérgio nem saber quem é o alemão, nem quem é a Iris/Siri, embora isso o impeça de entender a piada sobre ela ser a capa da edição de lançamento da revista BAGULHO.

Perfume – A História de um Assassino

Como já receitei a alguns amigos: caso tenha vontade de assistir Perfume, sente e espere ela passar. Embora, surpreendentemente, tenha sido traduzido de maneira correta, o que é bem incomum no que se trata de filmes aqui no Brasil, nada de bom existe além disso na obra.

Muitos filmes de roteiro fraco são salvos por uma incrível atuação do ator principal. Esse não é o caso de Perfume. Ben Whishaw é canastrão, não tem carisma e não convence nem por um segundo. Claro que a história não colabora. Com o incrível olfato do personagem principal, que miraculosamente sabe até as dosagens que devem ser utilizadas para fabricar os perfumes, ficamos o tempo todo esperando que algum x-men apareça e tente recrutá-lo.

Já é trabalhoso relevar o super-olfato do personagem. Mas o filme segue forçando a barra. Pouco depois da metade do filme, qualquer pessoa normal já acha que o roteirista já passou dos limites. Mas garanto que mesmo aí não se é possível imaginar o que vem no final.

Sou contra contar o final de filmes em qualquer espécie de resenha. Mas é um dever cívico impedir que mais pessoas sofram com esta porcaria: após conseguir matar pilhas de jovens e extrair delas a essência de seu cheiro (ignorando qualquer verossimilhança química), e com a ajuda da mais completa mosquisse daqueles que com ele viviam, o jovem assassino finalmente consegue fazer seu perfume, com a essência de 13 virgens (algo praticamente impossível de obter na mesma cidade, hoje em dia). Quando acaba sendo preso, ele coloca seu perfume, e todos se ajoelham perante ele, achando que ele é um anjo e impedindo que ele seja enforcado. Loco após toda a cidade se joga em uma orgia alucinada, enquanto ele foge, com o perdão até do vingativo pai de uma das moças.

Fechando com chave de merda, em uma inspiração “não consigo terminar isso”, semelhante à do Spielberg em inteligência artificial, o roteirista faz o cara voltar até a cidade natal, ao bairro onde nasceu, e ser devorado pela plebe, enlouquecida por causa do fabuloso perfume.

Impressionante no filme apenas a falta de noção do roteirista e do diretor, e a falta de amor próprio do Dustin Hoffman de compactuar com toda essa merda.