Monstruoso plano maligno contra nosso sotaque

Embora muitas pessoas possam achar pouco provável ou pouco apropriado, nos últimos tempos tenho tido um convívio mais regular com crianças (com por volta de 2 ou 3 anos). Quando observamos crianças podemos chegar a várias conclusões notáveis interessantes, mas quero tratar aqui de algo que notei que é, pelo menos bairristicamente, aterrorizante!

Um número gigantesco de escolinhas e creches tem posto em prática um monstruoso plano para arruinar o sotaque gaúcho! Enquanto os pais depositam toda sua confiança nestas instituições, elas aproveitam-se não apenas dessa confiança, como do potencial de babar e achar tudo bonitinho que os pais tem, e ensinam as indefesas crianças a dizer você, em vez de tu.

Desatentos ao grande plano por trás desta peculiaridade, os pais simplesmente acham um amor sem compreender que daqui há vinte anos a maioria da população não usará mais o tu. Isso é meio caminho para começar a chamar guri de moleque!

Pais gaúchos, posicionem-se e expliquem para as creches e escolas que parem de distorcer a educação de seus filhos! Ou depois não reclamem se a piazada começar a chiar!

Eu paro em sinal fechado

Qualquer pessoa que tenha tido o indescritível desprazer de passar mais do que cinco minutos no trânsito de Porto Alegre não precisa de muitas explicações sobre as já renomadas e irrefutáveis falta de educação e incompetência dos motoristas da nossa esgualepada cidade.

Uma vez que eu, assim como alguns poucos conhecidos, continuamos tentando seguir as leis de trânsito, tem crescido a minha preocupação em deixar claro que embora o sinal vermelho esteja quase tão em desuso quanto o Latim, eu ainda insisto em parar.

Assim, aproveito para sugerir uma campanha de combate ao imbecil motorizado, através de adesivos como este:

Sei que é super careta da minha parte não abrir mão deste meu comportamento retrógrado, mas não pretendo deixar de parar no sinal vermelho tão cedo.

E o “Bem” finalmente dá as caras!

Pouco mais de um mês após eu ter postado a reveladora foto do O mal corre pelas ruas de Porto Alegre e ter expressado minha surpresa de não ver o Bem no seu encalço, tive a oportunidade de fotografar o Bem na mesma região onde encontrei o Mal.

O mais legal, embora não dê para ler na foto, é que o Bem vem de Capela de Santana.

O mal corre pelas ruas de Porto Alegre

Tá bom… talvez “corre” não seja o melhor termo, considerando a tranqueira das ruas da cidade. Infelizmente, não consegui emparelhar e descobrir quem era o motorista do mal.

O mal corre pelas ruas de Porto AlegreContrariando o que a maioria das lendas conta, não conseguir avistar o bem perambulando naquela área. E acredito que com aquele engarrafamento, daria facilmente para notar o bem tentando se intrometer no caminho do mal.

Brincadeiras a parte, suspeito que o dono do carro jamais resolva colar o adesivo “Como estou dirigindo?” na traseira do carro.

O que montam os cavaleiros do apocalipse?

Próximo à sua montaria, o azulzinho andava pra lá e pra cá, nervoso e indeciso em relação a como poderia arruinar o trânsito na Santo Antônio.

EPTC dando o exemplo

A EPTC é certamente um exemplo de várias coisas:

  • Um exemplo de como as pessoas podem insistir em uma péssima idéia;
  • O exemplo de como não se deve cuidar do trânsito;
  • Um exemplo de má vontade;
  • Um exemplo de péssima conduta no exercício da função

E eu poderia seguir essa lista bem mais longe. Mas não preciso perder meu tempo tentando convencer ninguém sobre o quão equivocada é a existência da EPTC, com exceção talvez dos funcionários deste troço.

Recebi a foto a seguir para postar aqui:

EPTC dando o exemplo

Trata-se de uma viatura da EPTC estacionada sobre uma calçada, sem nenhum funcionário por perto, sem pisca-alerta, e pelo que consta, sem nenhum motivo aparente para estar ali.

Antes de qualquer coisa, resolvi pesquisar para ver se encontrava algum estatuto que desse permissão à EPTC de não seguir as regras que eles têm a responsabilidade de fiscalizar. Afinal, o que não falta na legislação brasileira são leis dando permissão a absurdos sem tamanho, e algo assim não seria surpresa nenhuma.

Não encontrei nada. Mas encontrei uma série de artigos e posts em blog que para minha surpresa* falavam apenas mal desta fracassada instituição. Entre estes posts, estava um do David Coimbra, com o título “Pela Extinção da EPTC”, no qual ele faz a pergunta que qualquer pessoa que já tenha investido alguns minutos de pensamento no assunto faz: não seria muito melhor se o governo destinasse a verba desperdiçada na EPTC para a Brigada Militar? Afinal, é óbvio que os cidadão preferem mais segurança do que mais gente atrapalhando do trânsito.

Tente lembrar de uma situação em que alguém lhe contou um fato em que “a EPTC chegou e resolveu tudo!” Talvez se fosse alguém tentando fugir da polícia, pois então eles poderiam ter chegado, engarrafado todas as ruas em volta e facilitado a fuga. Senão, provavelmente não.

Imaginem que beleza quando finalmente chegar o ano da copa e eles resolverem ajudar a facilitar o trânsito dos carros até os jogos? Vai ter engarrafamento durando até a olimpíada.

E tem mais uma informação interessante. Sabem a “nova” lei que obriga os motoboys a:

  1. Ter mais de 21 anos;
  2. Ter no mínimo 2 anos de carteira de habilitação;
  3. Usar colete preto e verde com faixas reflexivas;
  4. Ter faixas reflexivas vermelhas no baú e no capacete;
  5. Usar placas vermelhas;

Por bem: esta lei foi assinada pelo Fogaça em 2006, só que a EPTC simplesmente nunca se deu o trabalho de seguir a lei e regulamentar a atividade de motoboy. Precisou uma lei federal do ano passado para eles se coçarem.

Não vejo nada que justifique a manutenção desta indústria da multa. Não são uma alternativa melhor que a anterior (trânsito nas mãos da brigada) nem são competentes no exercício de suas funções.

No dia que algum candidato se antenar do número absurdo de votos que irá receber se prometer dar um fim na EPTC, talvez a coisa mude. Até lá, nos resta suportar a interferência deles no trânsito.

Enquanto isso, nas redondezas do escritório…

…algumas imagens bastante peculiares:

A Carne

Este pedaço de carne foi abandonado na Cristóvão Colombo, entre a Santo Antônio e a Garibaldi. Não tenho idéia de quem o abandonou ali, e nem de quais foram as suas razões. No dia seguinte, obviamente, não estava mais lá.

Precisa-se de Mulheres

“Precisa-se de mulheres, de 18 a 30 anos. Tratar aqui”. Melhor placa do ano, sem dúvida. Colocada na frente de um puteiro na Santo Antônio, quase na Farrapos. E como o Felipe comentou que nem clicando dá pra ver direito, então abaixo o “detalhe”:

mais perto..

Bem que podia ser sempre assim…

Fazia algum tempo que eu não via Porto Alegre como está nestes últimos dois dias: vazia! Que saudade de ver a cidade assim! O trânsito fica melhor, o stress fica menor, e até o calor diminui. Por que não pode ser sempre assim?

Tirando raríssimas excessões (i.e. parentes e amigos), eu tenho plena certeza de que toda essa gente que não está por aqui simplesmente não faz falta nenhuma! Por que diabos simplesmente não permanecem pra sempre onde quer que estejam agora e nos deixam em paz?!?

Nestas horas eu fico feliz que minhas chatísses sejam coerentes. Por exemplo: eu não gosto de sol e de praia, assim como não gosto da horda de débeis mentais que é a gigantesca maioria no trânsito de Porto Alegre, e da inesgotável multidão de malas-sem-alça que atrapalha (e são sempre os mesmos, com o mesmo perfil, quer vocês – politicamente malas-sem-alça – aceitem ou não) em supermercados, festas, farmácias e toda e qualquer espécie de estabelecimento dos quais possamos vir a precisar. A coerência está no fato de que essas pessoas citadas acima gostam de sol, praia, música ruim, farofada na beira da praia, banho-de-câncer-de-pele, imundiciar toda e qualquer superfície perto de onde resolvam ficar parados mais de 13 minutos, e toda uma série de outras coisas que eu conscientemente odeio.

Nessas horas é gratificante saber o quanto as pessoas que eu não gosto gostam das coisas que eu odeio.

E me vem a pergunta: por que não mudamos as placas das estradas em volta e impedimos que esse bando de malas retorne? Ou mudamos a cidade de lugar? Ou a erguemos do chão como alguns castelos de filmes de fantasia medieval?

As vezes é mesmo um pé no saco não ser onipotente.

Convenção PDT Porto Alegre X Leis de Trânsito

Tenho um crescente palpite que, seja qual for o candidato do PDT para as próximas eleições, ele não terá como um dos focos de sua candidatura o trânsito de Porto Alegre. Afinal, se ano após ano eles substituem o papel higiênico do comitê da Felix da Cunha pelo código nacional de trânsito, creio que eles não têm muito respaldo para falar do assunto.

Nada melhor para ilustrar meu ponto do que algumas fotos da convenção deste final de semana:

Claro que não podemos ser tão intolerantes, afinal, se existem tantas leis que os políticos brasileiros desconhecem, é natural que não saibam o significado destas placas de trânsito.

Peço desculpas a todos por não ter tido tempo de filmar o carro da EPTC passando reto por essa bagunça. E agradeço meu irmão pelas fotos.