E depois de meses…

Minha barba e meu cabelo são regidos por minha monumental preguiça. Não tenho saco nenhum de fazer a barba, certamente quando fizerem a revisão no ser humano pra lançar o homo sapiens 2.0, eu vou sugerir um botão que regule crescimento de pelos e unhas. Mas enquanto isso não é possível, eu apenas ignoro a existência da barba e a deixo crescer até que ela torne impossível comer sopa, o que geralmente resulta em eu pegar minha fiel tesourinha da mundial e dar uma aparada bem meia-boca para que possa continuar me alimentando.

Mas de tempos em tempos eu canso da minha cara. Cabelo grande e barba gigante me envelhecem e me deixam com cara de cansado. Também causa nas pessoas uma estranha vontade de me dar moedas. Quando encho meu saco disso tudo, corto tudo de uma vez. Foi o que fiz ontem.

Enquanto caminhava para casa (em uma velocidade bastante grande, para não me atrasar para a passagem de som) com o engraçadíssimo visual “cabelo curto + barba gigante”, eu pensava, entre outras coisas, na implicação da barba na existência do homem.

Não, não divagarei sobre os feitos heróicos de nenhum grande barbudo da história, mas sim sobre as implicações sociais da barba, mais especificamente, em relação ao sexo oral.

Aplicar um belo sexo oral em uma mulher é algo que merece muito mais atenção do que a atenção dada normalmente. Não se deve levar em conta apenas nossa incrível vontade de cair de boca entre as pernas da moça. Muito mais coisas devem ser levadas em conta.

1) A língua é o músculo mais maleável e mais forte do corpo humano, e isso lhe dá uma resistência muito grande. Infelizmente, como os mais dedicados acabarão descobrindo com o tempo, a resistência não é infinita. O que é uma pena.

2) Uma vez que a língua tem essa resistência, é bom que o dono da língua esteja disposto a usá-la. Existem mulheres que não gostam ou não conseguem gozar com sexo oral. Para essas, tudo bem se o cara para. Inclusive ela até irão preferir que pare. Mas no caso das que gostam de gozar assim, parar antes dela chegar ao fim não apenas é uma falta de respeito com a nobre donzela ali deitada de pernas abertas, como também um amadorismo sem nenhuma possibilidade de perdão.

3) A língua não mexe apenas para a esquerda e para a direita, e é importante mostrar que se sabe desse detalhe sobre a anatomia.

4) A utilização da língua não faz com que as mãos do ser humano desapareçam. Do mesmo modo, o fato da mulher estar sendo chupada não faz com que o resto do corpo dela deixe de existir. (Estão se perguntando da barba, né? eehehehe) Além disso, a menos que o cara seja cruzado com tamanduá, ele não vai conseguir muito tentando penetrar a mulher com a língua. Portanto, o melhor é deixar a língua no clitóris, onde ela será melhor aproveitada, e usar as mãos para trabalhar no resto do corpo.

5) Para os menos puritanos, é sempre legal lembrar que entre vagina e ânus existe apenas um perineozinho, e que deixar a língua escapar pra lugares onde talvez ela não devesse estar é uma boa maneira para testar o caminho para propostas um pouco mais indecentes.

6) Finalmente o que diz respeito à barba. Tanto a pele da própria vagina quanto a pele que fica em volta dela (que costuma ter sido depilada) são sensíveis. Claro, isso é bom pra poder estimular, mas faz com que, caso se tenha uma plantação de espinhos em vez de uma barba já crescida, cause mais desconforto do que prazer. Arranhar um pouco pode dar prazer no início, mas se o cara sempre tem uma escova de aço na cara vai acabar estragando a guria. Portanto, caso o cara não tenha essa barba longa e tenha como planos para a noite matar a sede com os fluídos alheios, é melhor fazer a barba.

Agora é o momento em que pondero sobre trocar todas as vezes que a palavra vagina aparece por buceta. Sim, certamente ânus por cu também. Mas não. Cu e buceta podem ser palavras fortes demais pra usar em um blog de família como esse.

Desculpem se acabei tendo um momento “redator da Nova ou da Vip”, mas é que me empolgo um pouco com sexo oral.

Deixe uma resposta