Betty Blue

Minha namorada é uma das curiosas pessoas que nasceu depois de 80. Acho que jamais me acostumarei com a idéia de que alguém realmente PODE nascer depois de 80. Mas de qualquer modo, isso permitiu a ela não conhecer a fama desse filme. Ainda assim, ela o viu na locadora e, tomada de invejável preguiça, pegou-o sem nem ler a capa (junto com Tommy e Camille Claudel).  Mas isso simplesmente não importa.

Eu nunca tinha visto esse filme. Quando baixei a trilha sonora, certo de que encontraria a música tema de Bagdad Café, me decepcionei bastante com atrilha. Já o filme é surpreendente. É um filme totalmente doente. A mulher é completamente louca e se fosse eu a vítima de tê-la como amante, a teria jogado pela janela e jogado o sofá logo depois, pulando em cima dela e do sofá descontroladamente até que paresse de ouvir plfffrrrzzzz.

Mas vale a pena ver o filme. Ele surpreende a cada momento, sempre com uma situação ainda mais absurda e doentia. O final me pareceu completamente bizarro, mas eu estava realmente muito bêbado quando acabou. Um filme que vale a pena ver. É muito engraçado mesmo.

Brasil – País sem tendências

É surpreendente que um país como o Brasil, completamente vazio em relação à tendência, pode ser visto como fonte de inspiração para moda onde quer que seja. O Brasil é um país onde:

1) Não se pode escolher o que vestir.

Antes de dizer categoricament “ah! mas eu me visto como eu quero”, cale a boca e entenda que não. Aqui é possível se achar coisas que se assemelham com o que se tinha em mente. Na maioria das vezes a gente se veste com o que deu pra conseguir. Só existe a moda e uma pequena variação de um ou dois anos pra trás de coisas que sobraram. Dá pra comprar coisas em brechó, mas o mais provável é que se fique vestido de brechó do que se consiga criar um estilo. O pior de tudo é que a moda é ruim. A moda brasileira é inferior, e tanto não tem nem sabe o que é tendência, que sempre é uma macaqueada semi-paraguaia do que ocorreu seis meses atrás na europa (melhor opção) ou estados unidos (se quiser se vestir de assaltante e gastar uma bela grana pra isso).

– Não se pode escolher o que assistir.

“Mas eu tenho net!” Pior pra ti que paga. Em si, temos meia dúzia de canais aberto totalmente porcos que, por alguma razão inexplicável, se nivelam por baixo. A programação é um lixo. A novela brasileira atinge um novo patamar: conseguiu ser tão ruim quanto a mexicana. Quanto à tv paga… é um festival de repetições que torna bem mais simples e melhor baixar o que se gosta da internet e viver feliz para sempre. “Mas até tem uns programas bons…” Se existirem na televisão brasileira por volta de 200 programas e tivermos apenas 2 bons, então podemos dizer, sem culpa, que toda a programação é uma merda.

– Não se pode escolher o que ouvir:

Tirando míseras excessões, as rádios brasileiras são uma vergonha. Festival de propaganda e jabás que fazem a manutenção do sistema feudal cultural brasileiro. Pouca coisa presta, e o que presta produzido lá fora o s pobres DJs mal ficam sabendo. A produção musical brasileira anda, na maioria das vezes, pra trás. Todo ano resgata a tropicália, todo o ano mistura os mesmos ritmos e as mesmas tendências, se direcionando sempre a lugar nenhum. Vácuo total comparado à evolução musica que ocorreu na europa apenas em 1997.

Quando não se tem opões, não é possível se ter tendências. Uma vez que as pessoas não podem agir, ouvir, ver o que gostam, a mídia, a moda e tudo mais, não têm como seguir e notar a tendência, pois ela não existe. No Brasil a moda, e a maioria dos gostos de cada um, é ditado pela televisão. O normal seria que a TV mostrasse aquilo que as pessoas mais querem, e não que as pessoas passassem a querer o que a TV mais mostra.

É triste. Muito triste. No mundo, as gravadoras acabarão logo. Aqui, talvez nunca. No resto do mundo, a moda precisará de uma revolução para se manter. Aqui é provável que nunca aconteça. No resto do mundo, a TV terá que fazer milagre pra não perder todo o público para a internet. Aqui é bem provável que se consiga convencer o público a usar um controle remoto tosco, mal feito e ruim para acessar a internet pela TV e votar no final do Você Decide (que logo volta).

Eu odeio sabiás…

…e não é algo que faça parte de um ódio generalizado por aves, pássaros, anjos e outros animais penosos. É específico. Eu odeio sabiás. Acho que desde pequeno. Aquele canto inconfundível e insuportável.

Mesmo não gostando deles desde pequeno, creio que meu ódio se consolidou finalmente quando me mudei para a casa onde moro hoje. Uma porcaria dessas, por alguma razão inexplicável, tinha a mania estúpida de cantar posado na minha janela, às 3 da manhã, que costumava ser a hora em que eu ía dormir. Porque aquele monstrinho tinha que cantar logo na minha janela?

Por vezes imaginei o catártico dia em que abriria velozmente a janela e, como em um desenho animado, esmigalharia o desgraçado contra a parede da casa. Infelizmente, isso jamais aconteceu. Foram os sabiás que me fizeram antipatizar com o movimento de moradores estúpidos da marquês do pombal que atrapalhou toda a obra do esgoto no bairro floresta. Eu nem me preocupava com o fato dos dementes ignorarem que aquelas árvores vão cair, se não forem cortadas, pois a obra destruiu suas raízes. As implicações técnicas não eram nada importantes comparadas com a faixa que dizia: “ajude a proteger o refúgio dos sabiás”… ou algo assim.

Ontem à noite, enquanto trabalhava neuroticamente, vendo as horas passarem com uma velocidade assustadora, atormetado por músicas ruins que o anjo bagaceiro que fica posado num dos ombros fica colocando no meu cérebro pra azucrinar a mim e ao demônio do outro ombro, apenas uma coisa poderia tornar pior o nervosismo por ver que não conseguiria terminar tudo a tempo.

Sim. Ele. Aquele pássaro idiota começa a cantar desenfreadamente, sem parar, das três da manhã, até as seis.

Já não quero mais matá-lo. Quero capturar o desgraçado e pintar ele com esmalte de unhas. Depois pendurar ele em uma corda que fica quase ao alcance do pulo do meu cachorro, para que ele seja atormentado, sem conseguir voar pra fugir , e sem nunca ser suficientemente mordido para morrer.

Nada melhor pra aliviar o cansaço do que o bom e salutar exercício do ódio.

Way Opa!

Way Opa é até agora, pelo menos de brincadeira, o nome do próximo CD do Superphones. Esse nome surgiu, pelo que minha escassa memória consegue lembrar, de um erro de digitação do Pedro, em uma conversa comigo no falecido icq. Eu adorei o nome e saí fazendo pilhas de capinhas. Pra mim, como o nome não tinha absolutamente nenhum significado, a gente poderia fazer um encarte que consistia em várias capinhas, pras pessoas escolherem por na frente a que mais gostassem. Infelizmente nós não moramos no acre e jamais ganharemos na mega-sena acumulada, e o custo disso acaba pondo a idéia meio de lado.

Mas, como sempre, não era disso que eu pretendia falar. Hoje começei a manhã ouvindo o segundo dos bounces que o Sérgio fez, do material gravado em Bagé. O primeiro foi de Departure, esse segundo de uma música do Cris que ainda não tem nome. Assim como Departure, essa também me deixou besta. E esses dois bounces são apenas as músicas limpas e cruas. Só recortadas, sem equalização e mais nenhum efeito.

É muito bom ouvir as músicas e ver que estávamos certos de nos enfiarmos em Bagé pra gravar tudo. Deu um trabalhão, mas tá valendo a pena o resultado. Dá vontade de gravar o outro CD inteiro de novo. Certamente isso não vai acontecer.

Sigo aqui no meu momento megalomaníaco, ouvindo essas duas músicas da minha própria banda em repeat. Pelo menos até que o Sérgio nos mande mais uma.

JJ72

Ontem fiquei sabendo que o JJ72 resolveu acabar. Fico sempre triste quando uma banda que eu gosto acaba. Eles certamente, depois de 11 anos de banda, chegaram à triste conclusão de que tinham um bom número de razões para deixarem de existir. Mas isso não torna o fato de acabarem menos ruim.

No início do ano, logo após lançarem seu novo CD, o Grandaddy também anunciou o fim da banda. O mais absurdo é que eles fizeram isso logo depois de lançarem o que provavelmente é o melhor album deles.

Espero que mais nenhuma banda boa anuncie seu fim este ano. Nem no próximo. Eu ficaria muito mais feliz se alguma das inúmeras porcarias de quem somos vítimas aqui no Brasil terminasse. Ou um desses grupos de hip-hop. Se bem que cada vez que um grupo de hip-hop se desmonta, nasce de cada um dos membros mais uma nova porcaria. Melhor que sejam outras bostas.

Bem… pelo menos o JJ72 deixou um bom trabalho, para podermos ouvir e nos revoltarmos que acabou.

Sexta-feira…

Eu ando um mala sem alça pra festas. Acho tudo uma bosta, acho que os djs nunca mantém um padrão, acho que pessoas que não deveriam estar lá invadem a festa e que deveríamos ser realmente hostís com essas pessoas.

Felizmente a festa de sexta não foi assim. Chegamos no Mosh depois de passar no Pinguín e no Van Gogh, portanto já estávamos consideravelmente bêbados. De qualquer modo, as bandas estavam legais (o que eu consegui ver, pois não paramos muito quietos) e o som estava muito legal. Os quaisquer não invadiram a festa, o que é o melhor. Além disso, encontrei bastante gente que eu não via há algum tempo.

Espero que esta festa siga assim. Tenho certeza que enquanto não for citada no Patrola ou na contra-capa, ela estará segura. Pois é realmente bom ir a uma festa boa.

V for Vendetta

Demorei tanto tempo me decidindo pra ver este filme que acabei vendo em DVD. Eu achava a idéia legal, e o cenário, mas o herói é muito, mas muito reidículo. Pelo menos à primeira vista.

Superei meu medo de me mijar rindo do herói e tirei o filme pra ver. Felizmente, depois de caracterizado o herói, ele se torna bem menos ridículo. Ele não tirar a máscara o filme todo é uma quebra simples de clichê que faz com que a máscara tenha mais legitimidade.

Talvez eu tenha gostado tanto da história por causa da visão de justiça do herói. É um cara que sabe que a violência pode ser usada para o bem. Uma coisa que infelizmente os brasileiros jamais entenderão. O herói sabe que passear com um cartaz na mão, em certas situações, não serve para absolutamente nada. Então ele resolve da maneira eficaz.

Capaz que eu iria terminar sem comentar sobre a Natalie Portman! Ela está fora de série no filme. Ela deve se sentir muito bem de contracenar com alguém que consegue ter expressão mesmo atrás de uma máscara. Principalmente depois de contracenar com aquele Ricardo Macchi do espaço que era o ator que fez o Anakin. Além disso, ela consegue ser bonita mesmo de cabeça raspada (minha namorada me disse que se ela estivesse pintada de dourado e com a bunda pintada de vermelho, eu ainda a acharia o máximo). Mas, opiniões da Ale a parte, a Natalie Portman é foda, como sempre foi, desde O Profissional.

Lá vamos nós de novo…

E eu nem sei porquê. Talvez apenas porque pela descrição que o Pedro e o Marcelo deram ontem sobre esse troço, tenha me parecido empolgante. Talvez porque eu realmente queira um dia me prestar a escrever mais. Talvez só pra fazer mais um lixo na web.

Pensei em copiar o outro blog inteiro para cá. Mas, afinal, existe uma boa razão para a minha barba ser deste tamanho, e é exatamente a mesma pela qual não copiei nada. Nem vou copiar. Talvez um dia eu salve em um arquivo de word. Provavelmente esquecerei de fazer isso. Não importa. Vamos tentar de novo. Esse blog aqui parece mais fácil de mexer, mais maleável. Espero que seja mesmo.

John Wilmot Rochester

Minha idéia para o início do dia de hoje consistia em escrever pra esta naba comentando sobre o quão feliz eu tinha ficado porque uma amiga minha tinha me dito que existiam vários livros do John Wilmot Rochester (a saber, o Conde de Rochester, vivido por Johnny Depp no filme O Libertino).

Mesmo ignorando o fato de que tudo que eu havia pesquisado sobre ele dizia que ele tinha escrito apenas poesia, me empolguei coma possibilidade de ler algo dele, pois eu esperava ter acesso à uma obra de singular indeccência. Sendo assim, ontem mesmo, quando obtive essa informação, dei uma olhada no site da Saravia, muito rapidamente, e descobri que realmente havia uma série bem grande de títulos assinados por ele.

Obviamente cheguei hoje e fui soterrado de trabalho em mais um Dia da Marmota. Não consegui escrever uma linha antes do meu almoço. No almoço, acelerei tudo que pude para conseguir me livrar do Catálogo Ping-Pong e acabei com 45 minutos de sobra do meu intervalo para fazer três coisas: comprar um Farroupilha (um sanduíche, não um colégio); pagar minha desgraçada conta do cartão de crédito (eles não me ligam mais por causa de atrasos, desde que o Itaú assumiu a credicar) e ir em busca de pelo menos um dos livros do bom, velho e sifilítico Conde de Rochester.

Entro no Shopping Moinho e vou direto à Siciliano. Cato um daqueles computadores de monitores engordurados e procuro o livro. Lá está: vários títulos. Pela primeira vez acho meio estranhos os títulos, mas ainda empolgado, saio da frente do monitor e pergunto ao atendente onde se encontra a Literatura Inglesa. Digo o nome do autor e o atendente diz que já volta pra me ajudar melhor. Jamais voltou o cretido. Não encontro nenhum livro na prateleira indicada.

Volto ao terminal e procuro novamente. Pra meu absoluto espanto, a sessão em que estão os livros é Religião/Crenças – Espiritismo. Automaticamente fico admirado e acho engraçado que o Conde, mesmo depois de tanta putaria, ainda conseguisse ter dado um jeito de estar, postumamente, na prateleira de religião. Caminho até a prateleira. Demoro até encontrar. Pego o primeiro livro e finalmente entendo a monstruosidade com que acabava de me deparar.

Um pouco abaixo do nome do Conde havia o seguinte escrito: “psicografado pelo médium” seguido de um nome indiano indecorável. Acho que fazia muito tempo que eu não ficava tão furioso com alguma coisa. Talvez porque eu não encontrasse tamanha afronta fazia muito tempo.

Eu tenho muito pouco respeito pelo gosto dos outros, mas pela religão eu tento ter. Não pela religião em si, mas pelo direito que a pessoa tem de querer acreditar naquilo. Eu não acredito na monstruosa maioria dos argumentos das mais diversas religiões para defender seus dogmas. Na maioria das vezes, não existe um crente capaz de se defender de críticas bem feitas às suas crenças. Mas enquanto eles ficam lá, sentados ou ajoelhados acreditando, sem problema pra mim.

Mas quando alguém pega e se aproveita da morte duvidosa de um personagem polêmico da história para vender livros, isso realmente me irrita profundamente. John Wilcot Rochester morreu não apenas de sífilis, mas de várias outras doenças venéreas e dos inúmeros danos que a bebida lhe causou à saúde. Ele viveu a vida toda como ateu, comeu todas as mulheres e homens que teve chance, e não respeitou nenhum dos princípios da moral da sua época. No leito de morte teria dito ao ouvido de sua mãe que finalmente aceitara deus.

Quando teu nariz tá caindo, tu mal consegue falar e está delirando, fica muito difícil impedir uma carola saudável de fazer com que um padre te dê a extrema unção. A veracidade no ato do conde de finalmente aceitar deus é realmente ínfima.

Mas vamos partir do princípio que no final da existência dele ele tenha finalmente se convertido. Ele aceiou finalmente os princípios de uma religião que não acredita em vida após a morte. Pelo menos não como o espiritismo prega. Por que diabos ele estaria então conversando com um médium.

Mas agora vejamos outra possibilidade: nosso bom libertino morre, podre e pobre, e se descobre um espírito, livre do corpo, livre de qualquer possibilidade de ser parado por portas. Então, em vez de seguir com suas idéias e diversões malucas ele pensa: “não! vou catar um médium e convencer às pessoas que tudo o que eu fiz não valeu a pena, jogando minhas convicções e minha vida inteira no lixo! Certo que é isso que farei!”

Sabe que não!

Palhaçadas à parte, vamos ao sério da coisa. Se a gente parar pra imaginar a nossa própria vida. Ver tudo que gostamos, tudo que fazemos, tudo por que lutamos. Todas as idéias que defendemos, todos os momentos que vivemos e que criaram, mesmo que na mente de um número não tão significativo assim de pessoas, toda a nossa história. Isso nos constitui como pessoa, mesmo depois que morremos. E um dia morremos.

Então vem alguém que jamais nos conheceu. Jamais nos viu nem um minuto na vida. Não conhece nossos gostos, não conhece nossas idéias, e as poucas que conhece, não gosta. E essa pessoa resolve, de uma hora pra outra, psicografar em nosso nome. Escrever livros inteiros que foram contra tudo aquilo que fizemos nas poucas décadas que tivemos chance de viver. Essa pessoa vai lá, e página à página nos desconstrói.

Isso é uma monstruosidade. Abrir o caixão da criatura e vestir ela de Michael Jackson é menos ofensivo que isso. Muito pior que desrespeitar a religião de alguém é desrespeitar a existência de uma pessoa.

Agora é pensar e algo que restaure a fama destruída do bom Conde.

E depois de meses…

Minha barba e meu cabelo são regidos por minha monumental preguiça. Não tenho saco nenhum de fazer a barba, certamente quando fizerem a revisão no ser humano pra lançar o homo sapiens 2.0, eu vou sugerir um botão que regule crescimento de pelos e unhas. Mas enquanto isso não é possível, eu apenas ignoro a existência da barba e a deixo crescer até que ela torne impossível comer sopa, o que geralmente resulta em eu pegar minha fiel tesourinha da mundial e dar uma aparada bem meia-boca para que possa continuar me alimentando.

Mas de tempos em tempos eu canso da minha cara. Cabelo grande e barba gigante me envelhecem e me deixam com cara de cansado. Também causa nas pessoas uma estranha vontade de me dar moedas. Quando encho meu saco disso tudo, corto tudo de uma vez. Foi o que fiz ontem.

Enquanto caminhava para casa (em uma velocidade bastante grande, para não me atrasar para a passagem de som) com o engraçadíssimo visual “cabelo curto + barba gigante”, eu pensava, entre outras coisas, na implicação da barba na existência do homem.

Não, não divagarei sobre os feitos heróicos de nenhum grande barbudo da história, mas sim sobre as implicações sociais da barba, mais especificamente, em relação ao sexo oral.

Aplicar um belo sexo oral em uma mulher é algo que merece muito mais atenção do que a atenção dada normalmente. Não se deve levar em conta apenas nossa incrível vontade de cair de boca entre as pernas da moça. Muito mais coisas devem ser levadas em conta.

1) A língua é o músculo mais maleável e mais forte do corpo humano, e isso lhe dá uma resistência muito grande. Infelizmente, como os mais dedicados acabarão descobrindo com o tempo, a resistência não é infinita. O que é uma pena.

2) Uma vez que a língua tem essa resistência, é bom que o dono da língua esteja disposto a usá-la. Existem mulheres que não gostam ou não conseguem gozar com sexo oral. Para essas, tudo bem se o cara para. Inclusive ela até irão preferir que pare. Mas no caso das que gostam de gozar assim, parar antes dela chegar ao fim não apenas é uma falta de respeito com a nobre donzela ali deitada de pernas abertas, como também um amadorismo sem nenhuma possibilidade de perdão.

3) A língua não mexe apenas para a esquerda e para a direita, e é importante mostrar que se sabe desse detalhe sobre a anatomia.

4) A utilização da língua não faz com que as mãos do ser humano desapareçam. Do mesmo modo, o fato da mulher estar sendo chupada não faz com que o resto do corpo dela deixe de existir. (Estão se perguntando da barba, né? eehehehe) Além disso, a menos que o cara seja cruzado com tamanduá, ele não vai conseguir muito tentando penetrar a mulher com a língua. Portanto, o melhor é deixar a língua no clitóris, onde ela será melhor aproveitada, e usar as mãos para trabalhar no resto do corpo.

5) Para os menos puritanos, é sempre legal lembrar que entre vagina e ânus existe apenas um perineozinho, e que deixar a língua escapar pra lugares onde talvez ela não devesse estar é uma boa maneira para testar o caminho para propostas um pouco mais indecentes.

6) Finalmente o que diz respeito à barba. Tanto a pele da própria vagina quanto a pele que fica em volta dela (que costuma ter sido depilada) são sensíveis. Claro, isso é bom pra poder estimular, mas faz com que, caso se tenha uma plantação de espinhos em vez de uma barba já crescida, cause mais desconforto do que prazer. Arranhar um pouco pode dar prazer no início, mas se o cara sempre tem uma escova de aço na cara vai acabar estragando a guria. Portanto, caso o cara não tenha essa barba longa e tenha como planos para a noite matar a sede com os fluídos alheios, é melhor fazer a barba.

Agora é o momento em que pondero sobre trocar todas as vezes que a palavra vagina aparece por buceta. Sim, certamente ânus por cu também. Mas não. Cu e buceta podem ser palavras fortes demais pra usar em um blog de família como esse.

Desculpem se acabei tendo um momento “redator da Nova ou da Vip”, mas é que me empolgo um pouco com sexo oral.