Together – The New Pornographers (2010)

Lançado em maio do ano passado, esse álbum é o quinto álbum da banda. Confesso que embora eu realmente lembre de ouvir falar bastante deles já há muito tempo (afinal o primeiro álbum é de 2000) eu sinceramente não consigo, de cabeça, associar nenhuma música a eles.

Segundo a Wikipedia, que raramente costuma mentir, Together conta com a participação de um monte de gente, entre eles Zach Condon, do Beirut, banda de quem a Globo chupou descaradamente o conceito estético dos videoclips para fazer umas 3 ou 4 mini-séries.

Uma vez que não lembro dos outros álbuns dos caras, não tenho como comparar esse com os anteriores (pelo menos por enquanto), mas dá pra dizer alguma coisa sobre cada uma das músicas:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JcMpO7vyJBA&w=570]

1 – Moves: Começa com o que parece um violino com overdrive. Como acho que tudo, inclusive a voz de um bom número de pessoas, ficaria melhor com distorção, já comecei curtindo. O pianinho é do caralho. Dá pra notar a influência (declarada) de Brian Wilson nos backings.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_KZANuDcRO4&w=570]

2 – Crash Years: Essa foi a música que me fez ir atrás desse álbum (obrigado SoundHound). Existem músicas que a combinação do timbre da voz do vocalista com o timbre dos instrumentos e com a melodia é tão harmônica e faz tanto sentido que é capaz de carregar quem está ouvindo por um turbilhão de emoções/imagens/lembranças/idéias/vontades que dá vontade de pagar um churrasco pra banda inteira.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=bxMCaU83QKs&feature=channel_video_title&w=570]

3 – Your Hands (Together): meio sessão da tarde pro meu gosto. E eu só vi o clip depois de escrever a frase anterior.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cH-9plqhP1A&w=570]

4 – Silver Jenny Dollar: power pop… faz sentido. Lembra 2002 mesmo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UVrh9uxc7_8&w=570]

5 – Sweet Talk, Sweet Talk: sempre fui um entusiasta das palmas bem empregadas.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OL2qWNo-SmI&w=570]

6 – My Shepard: começa com um pianinho que promete. Uma análise rápida aqui, quando começou a voz dessa aqui, feminina, eu concluí que até o momento estou preferindo as músicas com vocal feminino. Ontem mesmo comentei que estamos há algum tempo com muito mais vocalistas mulheres fodonas do que vocalistas masculinos fodões. Interessante isso.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zhAtqZxK0e4&w=570]

7 – If You Can’t See My Mirrors: essa seria uma música que eu certamente colocaria em um setlist pra uma festa. Provavelmente no início da festa.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=n3PjpZ-RZLE&w=570]

8 – Up In The Dark: violão do início chega chegando, mas promete mais do que cumpre.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qWVQggULAH0&w=570]

9 – Valkyrie In The Roller Disco: bonitinha, mas nada de muito impressionante.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OSF3h8evqMg&w=570]

10 – A Bite Out Of My Bed: seguindo a tendência básica da “teoria do gráfico” o pique sobre novamente nessa aqui, beeeem mais interessante que a anterior. Riffs interessantes, panderetinha bem utilizada também.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5EwBrkSB4Es&w=570]

11 – Daughter Of Sorrow: até aqui se confirma a aplicação da “teoria do gráfico”, mostrando que assim como começaram com as mais fodonas, deixaram as outras mais fodas pro final! Tem uns backings gritados aqui que são uma cavalisse de afudê!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JcMpO7vyJBA&w=570]

12 – We End Up Together: É fundamental que um album, para que seja bom, que ele termine bem. E é esse o caso aqui. Muito boa a escolha de música final do álbum.

Bem, pelo jeito vale a pena eu ouvir os outros quatro álbuns dos caras. Vou ouvir e depois talvez eu comente aqui. Talvez não.

 

Mais considerações sobre por que eu mereço o foguinho.com.br

Pois bem, estava eu tendo algumas idéias subversivas quando resolvi fazer uma consulta ao registro.br em relação a um domínio. Vejam que resultado mais interessante:

Pois então, se o PSDB pode ser oposição.org.br eu tenho mais do que direito de ser foguinho.com.br, concordam?

Então voltem ao post anterior e sigam na minha campanha!

Vote em mim para Foguinho!

Daí então: no início deste mês entrou em processo de liberação o domínio foguinho.com.br que, obviamente, se estivesse disponível quando eu registrei este aqui (foguinho.net) eu já teria registrado.

Na época, o domínio era utilizado por uma distribuidora de gás, mas no final do ano passado eles não renovaram o registro e o domínio entrou em processo de liberação agora em junho.

Além de mim, mais alguém entrou na disputa. Considerando que eu não perdi automaticamente a chance do registro, acredito que quem esteja disputando seja apenas alguém que gostaria de ter o domínio por ser chamado assim por um número de pessoas muito menor, muito menos legal e muito menos relevante do que aquelas que me chamam de Foguinho.

Assim, peço a ajuda de vocês para que eu seja escolhido pelo registro.br e possa ter o registro do foguinho.com.br, que certamente todos vocês concordam que deveria ser meu. Para isso, peço que enviem e-mails para juridico@registro.br, dizendo o seguinte:

“Marcus Vinícius Souza de Azevedo é o Foguinho e vice-versa. Ele merece o registro do foguinho.com.br!”

Como não existe previsão de termos de disputa de pessoas sem registro de marca em relação a domínio, conto com o apoio e o endosso de vocês para que eles possam julgar com embasamento.

Valeu!

Showroom of Compassion – Cake

Lançado dia 11 de janeiro deste ano, este é o primeiro album lançado pela banda desde 2004. Showroom of Compassion também é o primeiro álbum deles a ser lançado de forma independente. Produzido pelo próprio Cake, o álbum me soou um tanto diferente dos anteriores. Embora os metais, o moog e os demais barulhinhos sigam o velho estilo do Cake, o vocal está bastante diferente, além de estar com o volume mais próximo do resto do instrumental, dando uma cara menos pop para as músicas.

Abaixo, comentários música por música (que escrevi antes de escrever o início deste post, o que pode fazer soar um pouco esquizofrênico):

Federal Funding – Faz tempo que eu não ouço Cake, mas “à primeira vista” parece outro vocalista. A melodia e a letra soam Cake, mas o vocal tá bem diferente.

Long Time – Já começa afudê e agora o vocal, embora siga com o timbre um pouco diferente, está com a mesma intenção do Cake que eu estava acostumado (relembrando que eu não ouço Cake há horas). Como sempre, o baixo é muito foda e a música tem “reviravoltas” sensacionais. Barulhinhos legais com bom trabalho de pan, que o Pedro deve ter adorado. (linkar).

Got to Move – babadinha que seria muito bem vinda em uma reunião dançante, se essa pirralhada sem graça soubesse o que é isso. Levadinha tranquila com backing vocals bem aproveitados.

What’s Now is Now – aqui ou eu já me acostumei com as mudanças ou já está soando “muito mais Cake” pra mim. Interessante a mixagem do vocal próxima aos instrumentos. Bem pouco pop. Se mescla bem com o teclado e a guitarra.

Mustache Man (Wasted) – baixo fogão, chocalho de cascavel clássico, timbre de voz meio diferente. Acho que começo a compreender a proposta do negócio.

Teenage Pregnancy – Cornetinhas me lembrando Los Hermanos, melodia me lembrando Beiruth, mas com o baixo e os barulhentos do Cake. Além disso, a melodia tem tudo a ver com o nome da música. A saber: é instrumental.

Sick of You – Acho muito bom quando uma banda acha uma fórmula que funciona, a usa de forma sempre interessante de modo que cria uma identidade. A voz de radinho que volta e meia aparece nas músicas do Cake funciona. E funciona como um recurso e não como uma artimanha, e isso é muito afudê.

Easy to Crash – Até agora a musiquinha mais fraca do álbum, na minha opinião. O tecladinho é legal, mas a gritaria meio que cansa.

Bound Away – Countryzinho com direito a slide e tudo. Como diria o Fabian, “recuperando o gráfico do setlist”. De se sentir bebum no México, tendo fugido após roubar um banco.

The Winter – Embora o refrão seja bem legal, o resto da música não me pareceu muito interessante.

Italian Guy – Qualquer pessoa que goste de música e que tenha nascido antes do mundo não passar de uma playlist interminável é obrigado a entender a importância da escolha da música que irá finalizar um álbum. Aqui não temos um fim apoteótico, mas a escolha foi muito boa. A música se destaca bastante do resto. O violino foi bem utilizado, os barulhinhos estão incríveis e a melodia é realmente boa.

Impressões finais: o álbum é bem bom, e acho que vou gostar mais dele depois que ouvir mais. Fico feliz que o Cake tenha lançado algo novo.

Sobre o atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mkNcjHaLtNc&feature=related&w=570]

Alguém capaz de cometer a atrocidade cometida pelo funcionário do banco central Ricardo Neis, certamente não deveria passar impune.

O que me surpreende, considerando a descarada linha escolhida pelo advogado de defesa, é que alguém que se sente ameaçado e reage como ele – atropelando todo mundo que vê pela frente – seja capaz de passar no exame psicotécnico e obter uma carteira de motorista. Até porque, até onde sabemos, o cara estava sóbrio!

Quem quer que dirija diariamente em Porto Alegre sabe que o trânsito está cada vez pior. E com pessoas como ele sendo consideradas habilitadas a dirigir, isso não é nenhuma surpresa.

Nestas horas, sempre penso em como reagem os familiares do criminoso. Fico pensando no que os parentes, amigos e colegas dele irão pensar quando estiverem ensinando os filhos a andar de bicicleta. No que pensaram as pessoas que um dia pegaram carona com esse cara ao assistirem o vídeo? Será que os familiares dele compreendem que esse cara só não matou alguma criança por sorte? Será que dá pra conviver com alguém como ele após ver os corpos daquelas pessoas voando ao serem atingidos pelo carro?

Esse cara não pensou em ninguém quando acelerou contra os ciclistas. Não pensou na segurança e saúde dos ciclistas. Não pensou nos parentes das vítimas. Não pensou nem mesmo nos parentes e amigos dele.

Espero, sinceramente, que a justiça brasileira não adicione à sua coleção de vergonhas a absolvição deste psicopata.

Lykke Li – Wounded Rhymes

O Omelete tá agora com uma sessão diária chamada “Música Grátis“. Rola bastante coisa boa na sessão, entre elas essa sueca bastante afudê, com um climinha Raveonettes.

Flaming Lips – Two Blobs Fucking (mixed)

Então o Flaming Lips resolveu fazer de novo. Da mesma forma que fez com o Zaireeka (1997), eles acabaram de lançar uma música nova com 12 pistas separadas, que tocadas ao mesmo tempo resultam em uma bela maluquice. Eles postaram as faixas no Youtube (12 + 1 de instruções). Para aqueles (como eu) que não tiverem paciência de juntar 12 amigos pra tocar tudo junto, abaixo tem tudo já mixado.

Eu que mixei, o que significa que fucei em volumes e pans. Na época em que lançaram o Zaireeka, isso era um saco de fazer. Atualmente, qualquer um com um Mac e um Garageband faz isso tranqüilo(no PC deve continuar sendo um saco). Isso me faz achar que, na realidade, provavelmente os próprios caras do Flaming Lips já contassem com fãs fazendo mixagens. Afinal, cada pessoa que resolver mixar as faixas irá acabar jogando efeitos para um lado ou para o outro de acordo com seu gosto, ou deixar a guitarra mais alta que o teclado, e por aí vai.

Para quem estiver afim de juntar a galera e tentar tocar tudo junto, ou estiver afim de baixar as faixas e mixar também, abaixo os links:

“Two Blobs Fucking” – Faixa 0 (instruções)
“Two Blobs Fucking” – Faixa 1
“Two Blobs Fucking” – Faixa 2
“Two Blobs Fucking” – Faixa 3
“Two Blobs Fucking” – Faixa 4
“Two Blobs Fucking” – Faixa 5
“Two Blobs Fucking” – Faixa 6
“Two Blobs Fucking” – Faixa 7
“Two Blobs Fucking” – Faixa 8
“Two Blobs Fucking” – Faixa 9
“Two Blobs Fucking” – Faixa 10
“Two Blobs Fucking” – Faixa 11
“Two Blobs Fucking” – Faixa 12