2008 – O Ano da Intolerância

Eu costumo passar a virada de ano na praia, junto com meus pais e a horda de bagunceiros do meu irmão. Temos casa em Atlântida Sul faz uma caralhada de anos e como eu nunca vou pra lá, sempre é engraçado reencontrar gente que eu não via há séculos e ver o que mudou na praia.

Os velhos conhecidos continuam engraçados, mas as mudanças na praia foram deprimentes. Destruindo o argumento que meus amigos sempre gastaram comigo de que o melhor da praia é ver a mulherada de biquini na beira da praia, a invasão absurda da chinelagem na praia foi algo inacreditável. Nunca tinha visto, nesse Rio Grande do Sul famoso por suas mulheres bonitas, tanta gente feia reunida. Que bela porcaria.

Gente feia, bagaceira, mal educada, porca… eu poderia escrever mais uns quinze parágrafos de agradáveis adjetivos e jamais seria capaz de caracterizar a total decadência da humanidade atualmente. Antes fosse uma impressão só minha, mas todos com que falei tinham a mesma opinião.

A verdade é que a tolerância nos levou a isso. O mundo foi tomado de idiotas e nós que deixamos. Levantando uma bandeira bizarra de que não se deve jamais ter preconceito, e que devemos entender que cada um vive a vida do jeito que quer, gosta do que quiser gostar e mais um monte de besteiras do tipo, deixamos o mundo virar um freak show formado por todos os tipos de desvios de comportamento e de abominações morais que agora será muito difícil de reverter.

Então que 2008 seja o Ano da Intolerância. Chega de entendermos o que não entendemos. Chega de abandonarmos os lugares que gostamos nas mãos dos quaisquer achando que nós que não nos encaixamos mais. É hora de se deixar não gostar do que não gostamos, porque é absurdo nos tirarem esse direito.

Provavelmente é tarde demais, mas é a única chance que temos de retomar o poder da mão dos idiotas e fazer com que seja possível andar na rua novamente sem ânsia de vômito.

Comunicado Oficial

Venho por meio deste informar a todo o bando de bagunceiros que me acompanharam e acompanham ao longo da vida de baderna que, depois de ter muitas idéias, depois de aguentar por muito tempo meus ossos parecendo que vão explodir quando ouço músicas que eu adoro, depois de reclamar muito de muita coisa que me irrita na noite portoalegrense, a partir do início do ano do senhor de 2008, estarei me metendo de novo no divertido negócio de organizar festas. Eis tudo.