Introdução ao uso do cérebro 2

Como eu havia comentado no final do último post, agora passarei aos próximos dois tópicos deste assunto tão controverso. Por mais simples que possam parecer os enunciados, eles certamente compreendem mais problemas que os claramente explícitos.

  • Ele é meu amigo?
Em uma primeira análise, a resposta a essa pergunta é: sim, ele é seu amigo. Porém, analisando a questão mais profundamente, podemos ser levados a acreditar que ele não seja. Afinal, esse mesmo cérebro que nos permite resolver, ou tentar resolver,  as mais importantes questões da existência humana, é o mesmo cérebro que resolve distorcer as informações visuais mandadas a ele pelos olhos, baseado simplesmente em distorções da compreensão da realidade resultantes da falta de um manual de instruções impresso nas costas dos bebês. É o mesmo cérebro que resolve badernar as prioridades de nossas tarefas diárias de acordo com o nível de hormônios que nossas glândulas enlouquecidas resolveram embebedar ele.
Mas isso não o torna ele menos útil. Assim como a grande maioria dos cachorros e dos novos browsers, o cérebro é capaz de aprender com a experiência (tá, nem todos. Mas vários deles). E quanto mais se usa o cérebro, mas fácil e rápido de usar ele é. E menos vezes ele te sacaneia.
Claro que tem aquelas pessoas que parecem que estão sempre usando o cérebro pela primeira vez. Daí a capacidade de fazer merda é tão grande quanto a de resolver problemas. Tu não entrega uma furadeira pra quem nunca tocou numa antes porque sabe que a pinta vai fazer merda. Mesma coisa com o cérebro. Não espera que alguém que nunca usou vai saber usar, porque vai dar merda!
  • Tem que pagar pra usar?
Bem, daí depende. Embora a maioria da pessoas insista em viver a utopia politicamente correta de achar que todo mundo tem a mesma capacidade, que não existe burrice e que o que muda são as oportunidades que cada um tem, a verdade é bem outra. Isso pode até ser bonitinho, mas tá errado. Os cérebros das pessoas diferem bastante. Alguns funcionam melhor, outros só servem pra equilibrar o cara enquanto caminha mesmo.
E é exatamente a visão pouco democrática do altíssimo, expressa acima, que faz com que as vezes seja necessário pagar pra usar o cérebro. Quando se nasce com um cérebro capaz de grandes feitos do raciocínio, a vida é melhor (embora mais deprimente, já me desculpando pelo clichê), e muitas coisas podem ser resolvidas sem ajuda. Ainda assim, o cérebro não vai ser bom em tudo, ou pelo menos, mesmo que fosse capaz de ser, ele não vai ser treinado pra tudo. E é nessa hora que entra a grana.
Quem nasceu com o cérebro meramente ilustrativo depende daqueles que têm um que funciona para realizar alguns serviços. E pra isso tem que pagar. Mesmo os que tem cérebros úteis muitas vezes tem que pagar pra usar o de alguém que seja melhor naquilo que precisa que seja feito. E não é errado pagar. Muito pelo contrário. Cérebro bom tem que ser valorizado. E a verdade é que não é. E é por isso que caiu em desuso.
Já chegamos a um ponto em que podemos notar o quanto a questão do uso do cérebro anda pouco explorada nos últimos tempos. Até porque tem que usá-lo para poder fazer esse tipo de questionamento. E em uma época em que já se suspeita que cérebro é item opcional na hora da encomenda do feto, vale a pena tratar desse assunto e incentivar o uso do cérebro cada vez mais.
No próximo post trataremos dos seguintes temas: Como sei se o meu funciona? Como posso detectar que alguém está usando? E vamos nessa!

Introdução ao uso do cérebro 1

É bastante claro, para qualquer pessoa que perca em média 3 segundos por mês analisando o mundo a sua volta, que a humanidade ruma velozmente de encontro à decadência absoluta. Não apenas os atentados constantes da medicina contra a seleção natural, mas também o esforço deliberado da humanidade para destruir não apenas os conceitos morais como também estéticos e culturais resultam na perda completa de significado da palavra evolução quando não associada à uma escola de samba.

Meu objetivo aqui é tentar diminuir a velocidade do cataclisma intelectual iminente, lembrando a todos não apenas o que é, mas para o que serve essa coisa semi-gosmenta e cinza que muitos só notam quando precisam de uma neosaldina. Vamos ao primeiro tópico.

  • O que é?


cérebro é um órgão do sistema nervoso central situado no interior da caixa craniana de diversos animais vertebrados, dentre eles, alguns seres humanos. Divide-se em hemisférios cerebrais e estruturas intra-hemisféricas. É cinzento, e segundo alguns estudantes de anatomia, fofinho e dá vontade de comer. Embora bastante grande (principalmente comparado com outros órgãos como o rim e o Casio SA 45) o cérebro muitas vezes é imperceptível.

  • Para o que serve?

Além de uma série de funções peristálticas e automáticas (como digerir e clicar em links de atualização de informações bancárias) o cérebro humano tem uma função impressionante e muito pouco usada: pensar! Muito na moda na Grécia na época de Aristóteles e sua banda, pensar é uma capacidade cerebral impressionante que, embora as pessoas que acreditam que a vida é justa e que coisas politicamente corretas fazem sentido não concordem, difere de pessoa para pessoa.

É uma capacidade que permite que resolvamos problemas, não façamos cagadas, criemos coisas novas, inventemos formas mais simples e rápidas de executarmos tarefas diárias, e joguemos sudoku e xadrez.

O cérebro também é algo muito usado em empresas como adobe, apple e google, e por pessoas como Edir Macedo, Osama Bin Laden e Eduardo Menezes.

No próximo post trataremos dos tópicos: “Ele é meu amigo?” e “Tem que pagar pra usar?”. Um bom trabalho depois do expediente a todos, e até a próxima.

Estava eu aqui refletindo sobre um troço…

Coisa mais contraditória uma rua chamada “Padre Cacique” não? Tipo… deve ter sido um Cacique genérico que foi convertido por algum jesuíta na época das missões. De qualquer modo, se o fato é memorável, não devia ter o nome do tal Cacique?

Muito estranho.

Modelo/Atriz tem comportamento suicida após fim de relacionamento

Claramente todos podem notar que o post se trata da chamada em vermelho. Eu obviamente não tenho a mais tênue idéia de quem possa vir a ser a tal Letícia. Mas certamente circular pelo Rio de Janeiro, no estado de calamidade pública em que se encontra por causa da dengue, é claramente uma prova da depressão na qual se encontra a moça após o fim de seu relacionamento. Pobre garota.

Telequalquercoisas

Já faz algum tempo que perco meu escasso tempo refletindo sobre tele-entregas, teletaxi e teleoutrascoisas. Não tenho dúvida nenhuma que qualquer pessoa que consiga estar sentada na frente de um computador lendo esse blog já pediu no mínimo alguma espécie de serviço pelo telefone. Celular também é telefone, para os que ficaram com dúvida.

Então… tu disca o número que está no imã de geladeira/flyer/lista-telefônica/site em busca do serviço que está precisando. Uma pizzaria, por exemplo:

– Boa noite.
– Boa noite. O que o senhor deseja?

O esforço sobre-humano que eu tenho que fazer pra não dizer um monte de besteiras pro cretino que pergunta isso é inimaginável. Afinal, é uma pizzaria. Vende pizza. E não deve ser difícil para uma pessoa que trabalha na pizzaria entender qual produto eles oferecem. Se eles tivessem alguma espécie de convênio com a companhia telefônica, eu entenderia a perda de tempo na linha, mas uma vez que isso não deve ocorrer, por que diabos não pergunta logo que sabor eu desejo?

– Tele-taxi Cidade, o que o senhor deseja?
– Eu precisava contratar um tamaduá filhote adestrado para um comercial de absorventes, vocês poderiam me fornecer um?

Bauru Trianon (restaurante que serve apenas bauru, e se me lembro bem, só de carne):

– Bauru Trianon, o que deseja?
– Vou te dar três chances de adivinhar!

Talvez se fizermos um esforço conjunto (acho genial essa frase! costuma ser pronunciada por alguém que, enquanto tu e mais uma galera se fode trabalhando no final de semana, não estará nem perto do trabalho) conseguíssemos fazer eles passarem a nos atender de uma forma mais coerente. Portanto, vamos a mais algumas respostas que podemos usar para tratar com essa gente:

(o que deseja?)

– Eu queria saber com quem eu falo pra poder fazer funcionar aquele negócio do e-mail.

– Tenho direito a quantos desejos? Três?

– Eu nem sei por onde começar.

– Eu queria votar numa pessoa. Essa pessoa…

Cansei. Vão começar a ficar capengas as sugestões. E além disso, sei que o pessoal aí da cadeira que machuca a cervical certamente é capaz de criar muito boas respostas também.

Moleskine

Em uma homenagem a uma genial colega de trabalho minha. E controlem esta mente podre, pessoal da sétima série.

moleskine

2008 – O Ano da Intolerância

Eu costumo passar a virada de ano na praia, junto com meus pais e a horda de bagunceiros do meu irmão. Temos casa em Atlântida Sul faz uma caralhada de anos e como eu nunca vou pra lá, sempre é engraçado reencontrar gente que eu não via há séculos e ver o que mudou na praia.

Os velhos conhecidos continuam engraçados, mas as mudanças na praia foram deprimentes. Destruindo o argumento que meus amigos sempre gastaram comigo de que o melhor da praia é ver a mulherada de biquini na beira da praia, a invasão absurda da chinelagem na praia foi algo inacreditável. Nunca tinha visto, nesse Rio Grande do Sul famoso por suas mulheres bonitas, tanta gente feia reunida. Que bela porcaria.

Gente feia, bagaceira, mal educada, porca… eu poderia escrever mais uns quinze parágrafos de agradáveis adjetivos e jamais seria capaz de caracterizar a total decadência da humanidade atualmente. Antes fosse uma impressão só minha, mas todos com que falei tinham a mesma opinião.

A verdade é que a tolerância nos levou a isso. O mundo foi tomado de idiotas e nós que deixamos. Levantando uma bandeira bizarra de que não se deve jamais ter preconceito, e que devemos entender que cada um vive a vida do jeito que quer, gosta do que quiser gostar e mais um monte de besteiras do tipo, deixamos o mundo virar um freak show formado por todos os tipos de desvios de comportamento e de abominações morais que agora será muito difícil de reverter.

Então que 2008 seja o Ano da Intolerância. Chega de entendermos o que não entendemos. Chega de abandonarmos os lugares que gostamos nas mãos dos quaisquer achando que nós que não nos encaixamos mais. É hora de se deixar não gostar do que não gostamos, porque é absurdo nos tirarem esse direito.

Provavelmente é tarde demais, mas é a única chance que temos de retomar o poder da mão dos idiotas e fazer com que seja possível andar na rua novamente sem ânsia de vômito.

Carnaval 2012

Essa semana eu tava imaginando se um dia, no futuro, não chegaria a hora em que alguma escola de samba do grupo B (pelo pouco que entendo de escolas de samba e de futebol, isso deve ser o equivalente à uma segunda divisão) inventaria de homenagear o ruim e velho Rubinho Barichello com um samba-enredo.

Eles criariam versos, vestiriam cada ala com uniformes diferentes e fariam carros alegóricos inspirados nos mais diversos carros que o brasileiro dirigiu ao longo de sua bizarra carreira. Mas não existe como não pensar no óbvio…

No dia do desfile, tenho plena certeza que o carro onde estaria Rubinho acabaria, cedo ou tarde, quebrando. Sua escola de samba ultrapassaria o tempo regulamentar de desfile. No final, ele receberia uma mensagem pelo rádio dizendo para deixar a outra escola de samba passar, e todos os sambistas que o homenageávem se expremeriam no canto do sambódromo para deixar o pessoal que homenageava o alemão chegar na frente.

Alguém tem dúvida que o carro alegórico dele quebraria? Sério mesmo? Tem?

Veremos.

Dia Internacional do Patriotismo

Declaro, por meio deste, que a partir de hoje e para todo o sempre, dia sete de maio torna-se o Dia Internacional do Patriotismo. Todas as pessoas sobre a terra deverão demonstrar seu patriotismo usando as cores de suas nações, entoando músicas características de suas nações e lutando por ela até a morte.

No caso das pessoas com dupla cidadania, estas deverão usar as cores de ambas as nações, cantar músicas características de uma delas na língua da outra e lutar pela nação onde nasceu pela manhã, pela que naturalizou-se à tarde, e descansar à noite, bebendo a bebida característica de uma nação e comendo a comida característica de outra.

Todas as pessoas do mundo deverão lutar pelo seu direito de ter um super heroi que salve o mundo nas revistas em quadrinho e pelo menos um filme em que sua nação é invadida por alienígenas e todo mundo é salvo pelo seu presidente. No dia do patriotismo, os moradores de cada nação deverão exigir de seus regentes que interfiram na vida dos países vizinhos e tentem salvar a vida deles, fazendo-os entender que o seu modo de vida é o melhor.

Por enquanto é isso. Mais idéias para as comemorações serão aceitas, mas sempre lembrando que elas podem levar a uma guerra mundial.

Job dos meus sonhos

Qual a situação atual?

Estamos chegando perto do final do ano e muitos dos prazos das dívidas do cliente devem ser cobradas. Uma vez que estte ano tivemos récorde de “empréstimos”, o retorno ao longo do ano foi bom, mas muitos consumidores ainda não pagaram ao cliente o que lhe devem.

Qual a situação desejada?

O cliente quer, antes de tudo, que todos os consumidores lhe paguem, de um jeito ou de outro, e com juros, tudo que lhe devem. Como os juros são altos, o ideal é que todos estejam entregando o pagamento em dezembro, com os juros ao máximo. Mas para que isso aconteça, é necessário um “incentivo” para que os consumidores se mexam e obtenham o dinheiro para o pagamento. Desse modo, o que o cliente quer é que se consiga o pagamento de todos, e no caso de isso não ser possível, ele deseja que aqueles consumidores que não cumprirem com suas partes do trato sirvam de exemplo para os futuros consumidores.

O que já foi feito antes?
Os métodos utilizados variaram bastante ao longo do histórico do nosso cliente. Tendo a administração destes assuntos sido passada há pouco tempo para o filho mais novo do cliente, ele quer certamente mostrar serviço tanto em eficiência, qualidade e criatividade. Orelhas cortadas e joelhos quebrados não são uma opção. Precisamos de algo novo, modernos e psicológico. Vamos nos puxar pessoal!

Qual o público-alvo?
Segue anexo arquivo de texto com nome, endereço, fotos e maiores informações sobre cada um dos consumidores e de suas respectivas famílias.

O que o público-alvo deve estar pensando após nossa ação?
“Puta merda! Ainda bem que eu paguei esse cara!”

O que a família do público-alvo deve estar pensando após nossa ação?
“Puta merda, ainda bem que ele pagou esse cara!”
Ou no caso de não pagar “Meu deus do céu! Que tragédia!!! Deveríamos ter pago este cara!”

Que argumentos temos para convencê-lo disso?
Temos uma grande variedade de revolveres, pistolas, facas e outras ferramentas. Temos também dvds com ex-consumidores sendo torturados até a morte. Temos fotos e informações das famílias do público alvo também.
De qualquer modo, o ideal é que tenhamos novas sugestõees. Temos certeza que a criação nos trará algo inédito que irá encher os olhos do cliente.

Qual a mensagem princial? (foco)
“Se você não pagar [sugestão da criação] irá acontecer!”

Qual o tom da campanha?
O tom deve ser ameaçador. Deve dar ao público-alvo a certeza que ele não tem saída, para que não tente fugir, causando mais prejuízo e mais transtorno ao cliente.

Obrigatoriedades e Limitações:
Cada uma das pessoas deve ser avisada ainda este mês. Por isso temos pouco prazo. O desafio é fazer com que paguem sem que tenham que ser mortas. Tanto no caso do aviso como no caso da execussão (quando não pagarem) devem ser criativos, rápidos e sem possibilidades de associação com o cliente. O desafio é fazer com que os próximos consumidores saibam que foi o cliente, mas que a polícia não possa provar.

Qual a forma de apresentação?
Precisamos de layout e descrição detalhada de cada ação. O cliente é alguém com pouca paciência e que saca a arma por qualquer coisa, ou seja, não teem licença poética.

Qualquer dúvida, vamos falar.