Gravity The Seducer (Ladytron 2011)

Dia 12 de setembro na Europa e dia 13 de setembro nos Estados Unidos, Ladytron lançou seu novo álbum: Gravity The Seducer. Realmente mais uma prova de que a banda é foda mesmo. Normalmente eu comento as faixas dos álbuns que eu gosto, mas como a banda disponibilizou as músicas no SoundCloud para serem ouvidas e compradas, segue o player abaixo. E mais abaixo, dois clips do novo álbum.

Ladytron: Velocifero (06/2008)

Ladytron - Velocifero
Ladytron - Velocifero

Correndo o risco de fazer parte da categoria “Saiba depois na contra-capa”, lá vou eu com um releasezinho atrasado de uma das bandas que faz parte do meu “to do list” de atualização musical.

Conheci Ladytron ouvindo uma coletânea feita pelo Pedro Bopp para a Dê, que trabalhava comigo na M.A. Frank Mayer naquela época (algo entre 1989 e 2005). A música era Seventeen, e ela grudou no meu cérebro de uma maneira surpreendente, levando em conta as características eletrônicas da banda.

Velocifero é um CD tão empolgante quanto Witching Hour. Mas vamos faixa por faixa, que é mais legal:

  • Black Cat: Já entra com uma bateria muito foda e só melhora. Talvez o fato da letra ser em Búlgaro faça ela parecer ainda mais sombria.
  • Ghosts: A bateria me lembra “Mutilation is the most sincere form of flattery” do Marylin Manson, e embora certamente os fãs de Ladytron possam achar o contrário, isso está muito longe de ser uma crítica. Comentário potencialmente polêmico a parte, o clima tenso segue rolando nessa música, e pra mim isso é bom!
  • I’m Not Scared: E segue a tensão! Muito bons os backing vocals do refrão. Pena que a consciência da importância de bons backing vocals jamais chegará ao Brasil. Além disso tem uma bateriazinha nervosa depois do refrão que totalmente afudê!
  • Runaway: A música que foi o cartão de visitas quando lançaram o album começa com um clima que lembra mais os primeiros trabalhos da banda. Sempre é bom quando se consegue reconhecer uma banda pelo timbre dos instrumentos, e aqui certamente é esse o caso.
  • Season of Illusions: A menos empolgante até agora, embora ela seja coerente com o resto do album em relação ao clima.
  • Burning Up: Bom refrão! E eu sempre gosto de baterias com distorção. Mas eu gosto de tudo com distorção, portanto…
  • Kletva: Mais uma música em outra língua. talvez Búlgaro, ou Russo. Ou cantada de trás pra frente. Fiquei com preguissa de pesquisar.
  • They Gave You a Heart, They Gave You a Name: Boa letra, boa melodia, e novamente bons backings.
  • Predict The Day: Bateria distorcida e assobio… sabe que vira vinheta da MTV, se já não virou.
  • The Lovers: Um dia, dizem os profetas, a música brasileira irá fazer um intercâmbio cultural e aprender a usar o pan de maneira criativa.
  • Deep Blue: Sabe quando se volta bêbado de carona com a cabeça encostada no vidro, sem ter bem certeza se conhece o caminho que estão fazendo? É esse o clima. E por alguma razão me lembra “Hippie-punk-rajneesh“.
  • Tomorrow: Sempre vou respeitar bandas que sabem fazer um bom refrão.
  • Versus: Além de ser sempre algo respeitável em uma banda a capacidade de escolher a última música de um album, o fato de escolherem esta, que tem um vocal masculino (Daniel) que eu não me lembro de ter ouvido antes no trabalho da banda, rende pontos extras.

Pra finalizar basta dizer que vale a pena ouvir esse álbum. Ladytron segue com um trabalho que merece atenção e respeito. Favor não usarem essa minha última frase para caracterizar corjas de pagode e outras aberrações nacionais. Obrigado.