E as criaturas ainda tem coragem…

…de perguntar por que o Papa nunca é brasileiro!

Imagina a cara do bom e velho Bento XVI quando leu a notícia sobre o padre Adelir de Carli? Certamente o pobre Papa ficou com a mão espalmada no rosto, louco de vontade de esganar o padreco.

E Deus, então, que já anda em baixa? Imagina a situação dele? Pensem o seguinte…

Tá lá Deus, dando uma olhada em algo importante no mundo enquanto o padre conclui que é uma baita idéia se pendurar em balões de festa e alçar vôo perto do litoral. Leva com ele um celular sem bateria e um GPS, que ele nunca soube pro que servia. Deus, na turbulência infernal de sua onisciência (que certamente é um poder monstruosamente chato de se ter) acaba só virando os olhos em direção ao litoral catarinense quando São Pedro sacode fortemente a manga de sua túnica e diz: “Olha a merda que o cara tá fazendo!”

Deus olha e em micropentelhésimos de segundo já analisa a situação como um todo, concluindo que talvez seja a chance de mostrar o poder da fé para as ovelhas desgarradas. Rapidamente conclui que logo o céu do Brasil estaria tapado de retardados pendurados em balões de festa. Pensa em simplesmente derrubar o padre na água e deixá-lo viver. Mas todo mundo que tenha algum conhecimento de adminstração, e o altíssimo não é exceção, sabe que regras são regras e uma vez que se abra uma exceção: fudeu!

“Tchê Pedro, o negócio é jogar raio, chuva e pedra até derrubar a merda!”

“Certo chefe”.

O resto vocês puderam acompanhar no Terra, em meio às notícias da morta mais famosa do país.

E depois de três anos…

…eu esqueci de organizar um churrasco de sexta-feira santa.

Ao contrário do que alguns possam pensar, ter quase morrido afogado com um pedaço de picanha mal passada, no ano passado, não foi razão nenhuma para eu deixar de fazer o bom e velho churrasco. Acredito que deus tenha um humor muito melhor do que as pessoas sejam capazes de entender. Senão ele não teria um Papa que parece o Palpatine.

A verdade é que, como mais uma série de coisas, corriqueiras ou importantes, eu esqueci de organizar o churrasco. Eu nunca vou saber (porque sempre esquecerei de marcar um nerologista) se eu esqueço tanto tantas coisas por receber um número realmente excessivo de informações todos os dias, ou se a estranha teoria do meu pai de que as tacadas de snooker que levei em uma briga no Barbatana Snooker em meados de 1998 me deixaram muito mais seqüelas do que eu possa imaginar. Segundo ele eu enlouqueci depois daquele evento. Tenho ressalvas quanto a essa opinião.

Esta semana a realidade nos presenteou com eventos como a americana que está processando uma companhia aérea por um outro passageiro ter ejaculado no cabelo dela durante o vôo e também a alemã que foi operar a perna e em vez disso ganhou um novo ânus. Tive a chance de ver, durante aquele abjeto Big Brother, o Jorge Fernando apresentar em primeira mão seu novo filme para os participantes do troço.  O filme termina com “FIM” escrito em Comic Sans. Desprezo absoluto pra quem pagar pra ver esta merda.

Além do Bukowsky, essa semana li também a bula dos dois remédios que estou tomando para tentar fazer meu dedão e braço esquerdos resolverem deixar de formigar. Descobri que a sensação de que eu ando meio abobado é resultado dos dois remédios. Concluí que eu deveria ter lido, há um mês quando comecei a tomar, que não é aconselhável tomar nenhum dos dois por mais de três semanas. O médico parece discordar. O fato de eu não poder dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando esse remédio não é exatamente um problema, uma vez que minha carteira de motorista venceu em 2005 e jamais foi renovada.

Essa semana dizem que foi concluída a eterna obra que tranformou meu bairro em um barreiro tapado de mendigos. Todos os moradores tem medo de que quando abram os registros as caixas d’água explodam e afoguem uma parcela dos moradores. Os mendigos, seres humanos próximos da imortalidade, certamente sobreviverão.

Bem… depois de séculos não escrevendo até que escrevi bastante. Tentarei encher este blog com mais besteiras nos próximos dias. Talvez isso um dia me leve à presidência da república.