Post 2 em 1…

Parte 1:

Pro pessoal das buscas “bucetas na can”, “gostosas na can”, “peladas na can, etc…  É na CAM! Vem de CAMera! Ok?

Parte 2 – Encontre uma lixeira e ganhe um Corsa!

Hoje pela manhã, após comparecr com um dia de antecedência em um exame de aptidão física no Grêmio Náutico União, eu comprei um daqueles iogurtes com suco, para beber (o qual creio que tenha acabado a validade 14 minutos depois de eu terminar de ingerio-lo). Terminei de bebê-lo na esquina da Tobias da Silva com a Dr. Timóteo e caminhei com ele até dentro do Madison (prédio onde trabalho), na Mostardeiro, sem passar por uma lixeira sequer!

Como diabos uma cidade deste tamanho pode ter tão poucas lixeiras na rua? A distância que se tem que andar até achar uma é sempre enorme. Além disso, as poucas que existem muitas vezes foram destruídas por completos idiotas que não conseguem entender que estão destruíndo o próprio patrimônio.

Ainda no caminho passei por um carro que jogou um papel de bala pela janela. Infelizmente faltou tempo para eu jogar a garrafa de iogurte dentro do carro do porco. Sim, pois se ele pode jogar lixo na rua em que eu vivo uma parte da minha vida, eu posso jogar dentro do carro dele também.

Claro, eu fico de cara de ter que andar um quilômetro antes de encontrar uma lixeira. Mas isso não justifica jogar o lixo no chão. Tinha que ter uma campanha contra isso que dissesse com todas as palavras “Quem joga lixo no chão é porco, ignorante e irracional”. Uma pessoa só para de fazer algo errado se doer quando fizer, ou quando passar a se sentir um idiota por fazer isso. Senão não. E o pessoal aquele que ía comentar que o porco é um animal limpo, blá, blá, blá… por favor mais criatividade.

Porto Alegre abaixo d’água…

Que tratamento podemos esperar dos deuses em uma cidade que põe o nome de um riacho imundo (um patrocínio da população carente portoalegrense que acha que ali é um bom lugar para jogar fogões, geladeiras e tudo mais que eles não querem em casa) de “Arroio Dilúvio”?

Pois é… tocados com a idéia de dar esse nome ao arroio que divide a cidade ao meio (e lembrem-se que o meio de uma cidade onde o Centro da Cidade é no canto, pode ser em qualquer lugar) somos vítimas de grandes volumes de água, de tempos em tempos, caída diretamente do céu. Essa água se deposita em lugares já conhecidos da cidade, como a avenida Goethe na parte que passa o parcão, toda a área da obra cretina perto da minha casa, a rua Santa Teresinha perto da vila Planetário, e mais muitos outros que eu não teria caracteres para citar.

Quando eu era pirralho Porto Alegre não enchia assim. Segundo o PT, que manteve a prefeitura durante um adolescente inteiro, o que ocorre é que nossos canos foram tomados por sei lá que espécie de mexilhão. Na época em que deram tal declaração à Zero Hora eu fiquei muito impressionado, e muito interessado no tal mexilhão. Eu tinha certeza que deveria se tratar de exemplares de mexilhões de última geração, capazes de crescerem do nada ao estado adulto em questão de segundos, afinal, por alguma razão, antes eles não estavam lá.

Mas não se chuta cachorro morto, e deixemos o PT de lado. Até porque eu já me distanciei muito do que eu pretendia falar quando abri a janela do meu obsoleto Firefox. Eu queria comentar a chuvarada de ontem. Não dei ouvidos aos meus colegas de trabalho e ignorei os avisos de “o mundo vai acabar” que todos davam de segundo a segundo. Tendo ficado alguns minutos a mais para terminar um trabalho urgente que o atendimento havia pedido (e que não esperou eu terminar para ir embora) eu acabei ficando ilhado aqui na agência. Olhei as águas subirem rápido e sumirem com o cateiro do meio da Goethe. Fiquei aqui, frustrado por não conseguir encontrar meus comparsas de banda, e por não ter a falta de nocão que tinha no ano passado, quando em uma enchente igual, andei com água pelo pescoço por uma boa parte da Quintino, destruindo meus antigos celulares (o de cartão da Claro, que há um ano e meio me avisava que eu tinha 10 dias para colocar mais créditos ou perderia o número, e o da Brasil Telecom, que não pegava em lugar nenhum, mas que era uma ótima lanterna).

Fiquei assistindo a chuva até as 22hs. Depois, quando os taxis finalmente conseguiram chegar até aqui, fui embora para casa. Cheguei em casa e deu tempo de jantar antes de faltar luz. Tive as divagações normais de falta de luz (por que a luz não tem um caminho alternativo quando algum mongolóide acerta um poste? por que precisamos de lampadas se dá pra ver tudo na rua de noite mesmo com o céu nublado?) e crente em Murphy – o todo poderoso, como sou, não me surpreendi quando ela faltou, voltou, faltou e só voltou quando estávamos prontos para fazer alguma coisa mesmo sem luz.

Hoje a chuva continua cirúrgica. Choveu quando eu voltava a pé do almoço pro trabalho e certamente choverá na hora de ir pra casa. Segundo colegas de trabalho, existem previsões de furacões, tufões e outros fenômenos pouco prováveis por todo o estado. Porém, como estou esperando até hoje pelo tsunami prometido na Bahia, me recuso a acreditar em tais previsões.

Porcaria de obra na minha rua…

Desde o meio do ano retrasado, a prefeitura (quando a obra iniciou, e quando as licitações exremamente duvidosas foram feitas, a prefeitura era do PT), os caras estão fazendo um duto de esgoto que tem como objetivo desalagar uma boa parte de Porto Alegre (Parcão, Cristóvão Colombo e redondezas). A obra era pra terminar no final do ano passado. Qualquer um que more perto da obra sabe que não existe nenhuma possibilidade de isto acontecer.

Quem acompanha a obra, além de ficar irritado com a monstruosa sujeira que ela está causando já há tanto tempo, facilmente consegue notar que Deus se opõe a ela. Sua primeira ira em relação à obra foi no início, fazendo uma chuva cair furiosamente sobre a cidad, inundando tudo naquela zona por dois dias seguidos e estragando uma considerável parte do estoque de produtos do Rissul. Reza a lenda que até processo rendeu.

Nas últimas semanas, com o humor mais afudê do mundo, espera pacientemente eles abrirem um buraco para encher de chuva dentro. Então novamente Ele espera que eles consigam esvaziar o buraco, tirar a areia que desmoronou, e enche de chuva de novo.

Hoje, em mais um momento de inspiração, Ele resolveu sacanear os caras da obra fazendo o container, que estava na frente da minha casa, escorregar do caminhão.

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Nas próximas semanas os geniozinhos deverão começar a demolir a Cristóvão Colombo, causando um enorme transtorno, enormes engarrafamentos, e a desgraça dos comerciantes da região. Isso graças aos moradores da Marquês do Pombal, que simpatizam com aquelas porcarias de sabiás!