TSE e a mensagem subliminar

Estava eu ontem, indo dar uma exercida na cidadania, quando me deparo com o seguinte cartaz ao lado da entrada da sala onde votei:

Inicialmente, considerando minha costumeira implicância com nossa nova presidente, suspeitei que eu estava apenas sendo pentelho, e consegui deixar de lado o assunto até hoje de manhã, quando pesquisei no google a imagem acima e outra que, após a breve explicação do conceito de “Mensagem subliminar”, postei logo abaixo.

Segundo a wikipedia: Mensagem subliminar é a definição usada para o tipo de mensagem que não pode ser captada diretamente pelos sentidos humanos. Subliminar é tudo aquilo que está abaixo do limiar, a menor sensação detectável conscientemente. Importante destacar que existem mensagens que estão abaixo da capacidade de detecção humana – essas mensagens são imperceptíveis, não devendo ser consideradas como subliminares. Toda mensagem subliminar pode ser dividida em duas características básicas, o seu grau de percepção e depersuasão.”

Suspeito que o cartaz acima, sozinho, sem mais nenhuma foto junto a ele, nunca ultrapassaria o status de “leve percepção. Porém, quando colocamos a foto ao lado do cartaz, dá pra sacar melhor:

Proposital? Totalmente impossível dizer sem conversar com a equipe que escolheu a modelo da foto. Mas se não foi proposital, foi uma escolha de notável infelicidade para o pessoal que está fazendo exatamente campanha contra boca de urna.

Maria do Rosário Prefeita ou Cadê o PT?

Antes de tudo gostaria de parabenizar os colegas publicitários pela estratégia muito bem desenvolvida para a campanha da candidata Maria do Rosário, da Frente Popular. Não existe nada mais inteligente do que admitir que qualquer ligação que se possa fazer de uma pessoa ao PT é totalmente nociva para as pessoas em questão.

Nenhum político que espere ser eleito gostaria de ser associado à estranha ligação do intestino do presidente à sua boca. Uma pessoa normal eliminaria tanta merda pelo ânus, mas ele insiste em fazer isso pela boca, diante de cameras de televisão. Mas gosto é gosto.

De qualquer modo, meu objetivo aqui é analisar a interessantíssima campanha da candidata Maria do Rosário. Comecemos por um dos VTs que andam veiculando:

No início a gente nem nota, mas se prestarmos atenção, tirando a estrela vermelha – que contém o 13, número dela nas eleições – não existe mais nenhuma outra alusão ao PT na campanha. Ela não fala no PT uma vez sequer, e PT não aparece escrito em lugar nenhum.

Lá vai a estrela vermelha subindo e subindo. Mas nem nela e nem no jingle, o PT é citado. O que é muito interessante quando logo depois isso é seguido por ela falando um texto em que diz “ter posição, ter lado”. E ela ainda diz, nesse mesmo tempo, que pode dialogar com a população com muita transparência. Claro. Com smart blur e outros efeitos de Photoshop nas peças impressas, sim. Mas transparência não é o caso.

Tem um dos filmes que eu não achei pra colar aqui em que ela diz que tem um agradecimento muito grande com Porto Alegre. É um desrespeito com a língua portuguesa, mas ainda subliminar demais para podermos notar sua associação com o partido do presidente.

O site foi o único lugar até agora em que encontrei um “PTzinho” tímido embaixo do logo da campanha dela. Porque mesmo a estrela que fica na barra do browser tem 13 dentro, e não PT.

De qualquer modo, o responsável por isso está de parabéns. É definitivamente uma ótima estratégia para um partido que, definitivamente, é líder em decepção de público. Muito bom!

Daí fudeu (ou listagem meia-boca dos acontecimentos das últimas semanas)

• Beto Carreiro morreu, deixando milhares de cavalos inconsoláveis;

• Lula acredita que a ex-ministra da igualdade racial (chefe do ministério responsável por nos lembrar que tanto poodles como pit-bulls são cães) não cometeu nenhum crime ao usar o cartão de crédito do governo para compras pessoais. O Lula é mesmo um amor;

• Grupo de biólogos idiotas insistem em manter urso polar abandonado pela mãe vivo;

• Outro grupo de idiotas resolveu atrapalhar o suicídio de uma pobre tartaruga mono-perna e a salvou;

• Minha caixa d’água tentou me matar. Transbordou e vazou pelo ventilador de teto do meu irmão e pelo telhado;

• Parei de fumar;

• Três dos dedos da minha mão esquerda estão dormentes estão dormentes. Um deles está assim há 3 semanas, os outros dois desde ontem. Estes últimos fazem conjunto com a parte de cima do meu braço esquerdo e um pedaço do ombro;

• Não tenho tendinite;

• Existe Trident de Frutas Vermelhas, o que me faz mais feliz;

• Criei a definição do “anti-einstein”;

• Estou tomando um remédio que não só me dá sono como também me faz sonhar;

• Mentos lança novos sabores e não apenas eu estou mais feliz como várias outras pessoas também estão;

• Fui no Planeta Atlântida. Não vi nenhum show. Bebi tudo que me ofereceram;

• Peguei um T8;

• Passei uma semana achando que algumas coisas que eu tinha sonhado eram reais;

• Descobri que pressão alta deixa o pescoço vermelho;

• Descobri que perdi algumas peças de roupas;

• Comprei;

• Descobri que dor aumenta o mau-humor;

• Perdi mais um pouco da esperança pela humanidade, chegando a um valor simbólico de -37;

• Comprei um John Fante, um Bokowski e um do cara que escreveu o Grande Gatsby;

• Lembrei que meu quarto é rosa;

• Preciso de mais calças.

Ora vá cagar na casa do Pedrinho!

Poisé… pobre Pedrinho. Já não basta ter que aguentar aquele cheiro estranho do purificador de ar que a mãe dele grudou no banheiro, ainda tem que aguentar aquela criança retardada que não para de cagar na casa dele.

E se isso virar um costume de outras pessoas também? E se de uma hora pra outra, vitimado por uma terrível diarréia, o pobre Pedrinho descobrir-se encurralado, por todos os seus banheiros de casa estarem ocupados por pessoas que alegam que só fazem cocô na casa do Pedrinho.

Mas esqueçamos minha implicância com esta campanha idiota e pensemos nas benesses que ela pode trazer. Afinal, dizer “vou ali na casa do Pedrinho” é definitivamente mais light do que dizer “vou ali libertar o Mandela”. As mães poderão deixar seus filhos muito menos contrangidos, dizendo que ele está na casa do Pedrinho e liga quando retornar. Sim, eu admito que a expressão até pode ser útil.

De qualquer modo não consigo parar de imaginar uma pobre criança com um olhar transtornado para uma câmera em um vídeo no you tube dizendo algo como: “Oi pessoal, pra quem não me conhece, eu sou o Pedrinho. Estou aqui para fazer um apelo e pedir a colaboração de vocês. Por favor, parem de fazer cocô apenas na minha casa. Não só eu estou tendo que recorrer a banheiros de shopping e de vizinhos que já entendem minha lamentável situação, como é quase impossível a caixa d’água do meu prédio dar conta de tanto cocô. Agradeço desde já pela compreensão.”

Claro, tem uma versão muito pior, que seria de um velho com cara de tarado babão, com a barba por fazer e uma camiseta de física amarelada de tão suja dizendo: “Oi pessoal, eu sou o Pedrinho. Que tal vir aqui cagar na minha casa, hein?” E piscaria o olho enquanto colocava o palito no canto da boca.

Placas Estranhas

Quando tu tem a brilhante idéia de escolher a profissão de publicitário, embora ninguém te conte na faculdade (bah! e se formos contabilizar o quanto nos contam na faculdade…) tu tá escolhendo uma daquelas desgraçadas carreiras em que tu nunca deixa de trabalhar. Não, não tô falando das noites trabalhando, ou dos finais de semana. Falo daquelas profissões que mesmo que tu não esteja trabalhando, tu tá.

Tu olha rótulos e em vez de ler as calorias do produto, o peso, etc, tu olha o layout, a cor, o slogan. Na rua acontece o mesmo. Fica viajando em outdoors, em front lights, em um monte de coisas que tu deveria esquecer de vez em quando pra poder relaxar, mas que tu não consegue.

De vez em quando temos a sorte de encontrar coisas que acabam sendo realmente engraçadas, geralmente por uma enorme dose se mau gosto, embora também ocorram por mero descuido de quem as criou. É o caso das placas abaixo, que fotografei com a câmera do meu celular. Não estou me justificando não. Poderiam ter sido tiradas com a melhor das câmeras, e  continuariam sendo uma merda, pois o problema sou eu.

Primeiro essa:

smart

Acho que todos concordarão comigo que “Tecnologia Ltda.” é definitivamente engraçado quando tu pensa em uma loja que vende tecnologia. Tudo bem que fique assim no talão de notas da empresa, mas é foda o cara se apresentar como “Oi, somos da Smart, tecnologia limitada”.

Tá… essa pode ser facilmente classificada como espírito de porco meu, mas a próxima é foda:

gases

Ok… entendo a idéia de usar a clave de Sol, afinal a de pouca gente conhece e a de mal é usada. Mas é definitivamente impossível o cara não ter notado que a leitura fica “gases”.  Ou, se ninguém tinha notado, agora eu estraguei tudo, ehehehe.