Ela e Outras Mulheres – Rubem Fonseca

Quem não conhece o bom, velho e podre Rubem Fonseca, mas já leu mais de três livros do Paulo Coelho, por favor caminhe até a frente do espelho, depois de dar com a cabeça nele até quebrá-lo em pedaços, pegue algum dos cacos maiores e mais afiados e corte os pulsos.

O primeiro livro que eu li do Rubem Fonseca foi Feliz Ano Novo. Uma caralhada de contos em que no conto título, um bando de assaltantes tem a genial discussão sobre a possibilidade de grudar uma pessoa na parede com um tiro de doze. Agradeço até hoje à minha professora de português do segundo semestre do equivocadíssimo curso de publicidade e propaganda por ter nos feito ler o livro.

Depois disso li Romance Negro, Lucia McCartney, Agosto, Memórias de um Fescenino e A Grande Arte. Felizmente, conferinto os títulos para escrever este post, vejo que ainda tenho váááááários livros dele para ler.  Mas deixarei da costumeira enrolação e falarei finalmente do livro.

Ela e Outras Mulheres é um grupo de contos que tem a mulher como tema. Cada um dos contos, organizados em ordem alfabética, tem o nome de uma mulher, tendo ela importâncias variadas em cada uma das pequenas histórias. O livro é bom, a narrativa prende, e dá pra ler facilmente em uma tarde. O que é divertidíssimo mas irritante, quando ele acaba e se quer mais.

A impressão que tenho é que a cada livro que leio dele me torno mais tosco. Uma das melhores coisas do Rubem Fonseca é a maneira sem vasilina de dizer as coisas. Além disso, ele consegue fazer com que personagens de classes super baixas, totalmente sem instrução, não sejam o favelado clichê insuportável de sempre. Ele sabe achar o interessante de cada situação, sempre surpreendendo.

Além disso, no meio da livrarada de auto-ajudo e de todos os 183 títulos resultantes da porcaria do código DaVinci, a capa verde e preta do livro se destaca, chamando a atenção e deixando quem sabe o que é bom pra ler feliz por ver que o cara lançou um livro novo.