Então o guitarrista do Guns gosta da minha banda… que viagem!

Ontem, no final do dia, recebi um e-mail na FML (Famecos Mailing List, criada pelo Valton, pelo Scooby e por mim, antes mesmo de existir spam, yahoogroups e ferramentas decentes de e-mail) um e-mail com o link para essa notícia no virgula.com.br, do UOL:

Richard Fortus curte Superphones!

Tipo… em uma lista que tem Mutantes, Mamonas Assassinas, Cansei de Ser Sexy e Tom Jobim, me surpreende estar Superphones junto. Nesta lista, somos a única banda que só compõe e inglês, e acho que é isso que me faz ficar surpreso com o cara lembrar da gente no momento de fazer uma lista de “música brasileira”.

De qualquer forma, é muito afudê. Se eu descobrir que ele descobriu a banda através do CD que eu entreguei pro Brian Molko, vai ser mais divertido ainda. Mas isso já é bem mais improvável. Hehehe…

Superphones :: site novo provisório

Como diz no post que o Marcelo colocou lá, enchemos o saco do site velho e colocamos um provisório no ar. Seguindo a idéia que tem sido a mais corrente e mais feliz em um grande número de sites de bandas pelo mundo, resolvemos usar o wordpress como base pro site. Pelo menos temporariamente.

Claro que temporariamente, quando se trata de uma banda de seis pessoas, dura muito mais tempo que o temporariamente citado naquelas gravações de operadoras de celular. Afinal são seis pessoas opinando, todas querendo chegar na melhor idéia, e ainda assim discordando o tempo todo.

Felizmente concordamos que enchemos o saco do outro site e que precisávamos de algo para por no lugar enquanto o novo não era concebido. Como o wordpress disponibiliza uma série de plug-ins legais, acho que as pessoas vão curtir o nosso site temporário. E enquanto nem o novo site nem o novo CD saem, a gente fica lá torturando as pessoas com informações faltando pedaço sobre o que anda acontecendo com as mixagens das músicas novas, ehehhe.

An Oak Tree – Michael Craig-Martin

Em 2005, quando eu e os outros superphones fomos para Londres, uma das coisas mais legais que tive chance de fazer foi ir à Tate Modern. Foi um dos lugares mais incríveis que tive chance de conhecer, e eu certamente queria levar toda a livraria da galeria comigo.

Ao longo do passeio pelo lugar, lotado de obras realmente incríveis, essa abaixo foi a que acho até hoje a obra de arte mais genial que eu já vi. Tu entrava na sala e via uma estante de vidro presa alto em uma parede com um pequeno copo de água em cima. Perto da estante estava fixado uma folha de papel com uma entrevista com o autor da obra. A entrevista segue abaixo da imagem. Desculpe o pessoal que não lê inglês, mas eu já tô levando horas escrendo isso no trabalho, e ainda ficar traduzindo o texto seria cara-de-pau demais. Aos que lêem inglês, espero que gostem tanto quanto eu.

An Oak Tree

Q. To begin with, could you describe this work?

A. Yes, of course. What I've done is change a glass of water into a full-grown oak tree without altering the accidents of the glass of water.

Q. The accidents?

A. Yes. The colour, feel, weight, size ...

Q. Do you mean that the glass of water is a symbol of an oak tree?

A. No. It's not a symbol. I've changed the physical substance of the glass of water into that of an oak tree.

Q. It looks like a glass of water.

A. Of course it does. I didn't change its appearance. But it's not a glass of water, it's an oak tree.

Q. Can you prove what you've claimed to have done?

A. Well, yes and no. I claim to have maintained the physical form of the glass of water and, as you can see, I have. However, as one normally looks for evidence of physical change in terms of altered form, no such proof exists.

Q. Haven't you simply called this glass of water an oak tree?

A. Absolutely not. It is not a glass of water anymore. I have changed its actual substance. It would no longer be accurate to call it a glass of water. One could call it anything one wished but that would not alter the fact that it is an oak tree.

Q. Isn't this just a case of the emperor's new clothes?

A. No. With the emperor's new clothes people claimed to see something that wasn't there because they felt they should. I would be very surprised if anyone told me they saw an oak tree.

Q. Was it difficult to effect the change?

A. No effort at all. But it took me years of work before I realised I could do it.

Q. When precisely did the glass of water become an oak tree?

A. When I put the water in the glass.

Q. Does this happen every time you fill a glass with water?

A. No, of course not. Only when I intend to change it into an oak tree.

Q. Then intention causes the change?

A. I would say it precipitates the change.

Q. You don't know how you do it?

A. It contradicts what I feel I know about cause and effect.

Q. It seems to me that you are claiming to have worked a miracle. Isn't that the case?

A. I'm flattered that you think so.

Q. But aren't you the only person who can do something like this?

A. How could I know?

Q. Could you teach others to do it?

A. No, it's not something one can teach.

Q. Do you consider that changing the glass of water into an oak tree constitutes an art work?

A. Yes.

Q. What precisely is the art work? The glass of water?

A. There is no glass of water anymore.

Q. The process of change?

A. There is no process involved in the change.

Q. The oak tree?

A. Yes. The oak tree.

Q. But the oak tree only exists in the mind.

A. No. The actual oak tree is physically present but in the form of the glass of water. As the glass of water was a particular glass of water, the oak tree is also a particular oak tree. To conceive the category 'oak tree' or to picture a particular oak tree is not to understand and experience what appears to be a glass of water as an oak tree. Just as it is imperceivable it also inconceivable.

Q. Did the particular oak tree exist somewhere else before it took the form of a glass of water?

A. No. This particular oak tree did not exist previously. I should also point out that it does not and will not ever have any other form than that of a glass of water.

Q. How long will it continue to be an oak tree?

A. Until I change it.

Way Opa!

Way Opa é até agora, pelo menos de brincadeira, o nome do próximo CD do Superphones. Esse nome surgiu, pelo que minha escassa memória consegue lembrar, de um erro de digitação do Pedro, em uma conversa comigo no falecido icq. Eu adorei o nome e saí fazendo pilhas de capinhas. Pra mim, como o nome não tinha absolutamente nenhum significado, a gente poderia fazer um encarte que consistia em várias capinhas, pras pessoas escolherem por na frente a que mais gostassem. Infelizmente nós não moramos no acre e jamais ganharemos na mega-sena acumulada, e o custo disso acaba pondo a idéia meio de lado.

Mas, como sempre, não era disso que eu pretendia falar. Hoje começei a manhã ouvindo o segundo dos bounces que o Sérgio fez, do material gravado em Bagé. O primeiro foi de Departure, esse segundo de uma música do Cris que ainda não tem nome. Assim como Departure, essa também me deixou besta. E esses dois bounces são apenas as músicas limpas e cruas. Só recortadas, sem equalização e mais nenhum efeito.

É muito bom ouvir as músicas e ver que estávamos certos de nos enfiarmos em Bagé pra gravar tudo. Deu um trabalhão, mas tá valendo a pena o resultado. Dá vontade de gravar o outro CD inteiro de novo. Certamente isso não vai acontecer.

Sigo aqui no meu momento megalomaníaco, ouvindo essas duas músicas da minha própria banda em repeat. Pelo menos até que o Sérgio nos mande mais uma.