O Cagão da Amil

Esteticamente apavorante e intelectualmente ofensivo, o novo comercial da Amil vem com força total com o objetivo de massacrar sonhos e esperanças de publicitários brasileiros por uma propaganda mais moderna.

É uma monstruosidade. Uma masturbação de efeitos visuais que apenas um norte-americano nos anos 80, ou o Hans Donner hoje seria capaz de cometer. Uma inegável porcaria.

De qualquer forma, já que eles começaram, vamos analisar o texto desse troço, para compreender porque dei o título acima ao post:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=59wzLjp2yik&w=570]

Quem está vendo pela primeira vez não entende a necessidade clara do cara já começar avisando que não está sozinho. Mas não precisarão muitos segundos a mais pra entender que é melhor dizer que não está sozinho pra tentar desencorajar as pessoas a cagarem o merda a pau.

Aos 12 segundos já sabemos que a culpa por estarmos expostos ao imbecil é dos pais dele e de todos os membros da família que o precederam.

Aos 26 segundos já dá pra desconfiar o que o cara cercado de raiozinhos e brilhozinhos e que acha que nenhum detalhe em volta dele parece igual andou tomando, né?

Aos 29, quando todo mundo já está afim de emboscar o filho-da-puta e por um fim na existência dele de uma vez por todas, ele nos avisa que terá que ser um trabalho sujo e nada discreto, avisando que ele NUNCA está sozinho.

Aos 45 segundos a Adobe já está se sentindo o criador da bomba atômica e arrependendo-se do que a sua criação causou à humanidade.

Finalmente, as 54 segundos o cagão/medroso/covarde avisa, com seus gosmentos cabelos ao vento, que ele não vai sozinho não.

Alguma dúvida de por que eu dei esse título ao post?

Pra finalizar, cabe comentar que eu só consegui achar o vídeo no youtube procurando por “amil pior”, pois só com Amil não aparecia. Hehehehe

Agronegócio Record – A Fazenda

Eu tenho uma teoria sobre terem coisas que podem nos trazer muito mais diversão quando não sabemos exatamente do que se trata, e por isso, não devemos tentar saber mais do que sabemos, afim de poder fazer a distorção na compreensão do assunto perdurar e resultar em mais gargalhadas.

A Fazenda é mais um programa sobre o qual eu não sei basicamente porra nenhuma. E é isso que torna as notícias abaixo muito mais divertidas pra mim do que para quem assiste o tal programa:

banho-franciely

Vamos primeiro à notícia sem foto: ela permite uma compreensão relativa a futebol (provavelmente em relação ao desempenho do Douglas Costa no jogo de ontem, do Grêmio), uma compreensão relativa a homossexualismo (provavelmente resultante de uma quebra do acordo feito pelas duas criaturas antes da execução da meia), e uma compreensão relativa a vestuário, o que não deixa de ter um certo teor de frescura, afinal, dois caras se estranharem por causa de um par de meias é totalmente questionável.

Vamos então à notícia da foto: o que eu entendi é que, totalmente arrasada com a pouca aceitação de sua presença na tal Fazenda, seja por parte do público ou dos outros participantes do programa, a pobre moça não conseguiu se controlar e foi obrigada a tomar banho de biquini na frente da câmera para poder se recompor. Impressionante…

Certamente esse programa ainda me trará boas horas de riso, mesmo que eu jamais venha a assistí-lo.

Big Brother Brasil 7 – Em busca de um sentido

Eu nunca consegui assistir um Big Brother inteiro. Esse ano estou acompanhando ele com muito mais facilidade, pelos comentários do pessoal aqui da agência, que acompanha direto, até pelo Terra. Essa semana, na terça, teve paredão de novo. Ao contrário da proposta que o menezes tinha sugerido, não consiste em colocar os participantes contra uma parede e deixar um cego dar um tiro na direção deles, eliminando um dos participantes. Consiste em uma votação através de internet e telefone em dois participantes indicados pelo líder (i.e. sobrevivente de uma prova semi-desumanda) e por uma votação secreta dos outros participantes.

Mas todo esse parágrafo não vem ao caso. O que me interessou foi o fato de terem colocado uma psicóloga para conversar com a mulher indicada para o paredão (Fani, ou Fany, ou Funny… não importa) sobre sua suposta compulsão por sexo. Claro… compulsão por sexo. Ora, que falta de respeito.

Uma criatura fica enfiada numa casa durante mais de um mês, cheia de homem em volta, sem dar pra ninguém e vem tentar me convencer que tem compulsão por sexo? Claro. E depois pra provar que tem vai lá, depois de eliminada, e diz que não vai aceitar o convite pro filme pornõ que “As Brasileirinhas” convidou ela. Quero ver ela dizer isso na cara do Michael Douglas.

Roberto Carlos cavando o fundo do poço

Hoje tive o desprazer de ler uma notícia em alguns jornais online que contava que o Rei Roberto fez a platéia pular cantando funk.

Tá, eu não gosto de Roberto Carlos. E eu sei que a cultura brasileira atingiu um estado que pode ser classificado apenas como risível. Mas ainda assim é deprimente saber que a regra no Brasil é sempre nivelar tudo por baixo.

A decadência absoluta da televisão brasileira começou a alguns anos. Seu precursor foi o Ratinho. Seu programa roubou da Globo uma grande fatia de audiência. A Globo, em vez de melhorar a programação, resolveu descer ao mesmo nível. Todos os canais seguiram juntos, e desde de então tudo só piora.

O humor brasileiro está cada vez mais burro e sem qualidade. Os programas são de baixo nível e totalmente sem criatividade. (sim, existem excessões, mas excessões existem pra tudo e essa ladaínha é um saco) Os programas parecem ser feitos em cima de alguma espécie de Modelo do Word de Piada, na qual se muda apenas as gostosas. Sim, porque todo quadro consiste em um humorista decadente interagindo com uma gostosa. Ou então só tem a gostosa.

É o império dos ignorantes sobre os inteligentes. Não existe maior prova de que o ser humanos é um animal regido por seus instintos como qualquer outro do que o povo brasileiro (não animal, tu que tá se formando em engenharia não entra, ou não deveria entrar, no conceito de povo).

É muito, muito triste. Mas totalmente aceitável em um país que tem um presidente com a invejável formação que tem o nosso. E reelegeram a anta.

Brasil – País sem tendências

É surpreendente que um país como o Brasil, completamente vazio em relação à tendência, pode ser visto como fonte de inspiração para moda onde quer que seja. O Brasil é um país onde:

1) Não se pode escolher o que vestir.

Antes de dizer categoricament “ah! mas eu me visto como eu quero”, cale a boca e entenda que não. Aqui é possível se achar coisas que se assemelham com o que se tinha em mente. Na maioria das vezes a gente se veste com o que deu pra conseguir. Só existe a moda e uma pequena variação de um ou dois anos pra trás de coisas que sobraram. Dá pra comprar coisas em brechó, mas o mais provável é que se fique vestido de brechó do que se consiga criar um estilo. O pior de tudo é que a moda é ruim. A moda brasileira é inferior, e tanto não tem nem sabe o que é tendência, que sempre é uma macaqueada semi-paraguaia do que ocorreu seis meses atrás na europa (melhor opção) ou estados unidos (se quiser se vestir de assaltante e gastar uma bela grana pra isso).

– Não se pode escolher o que assistir.

“Mas eu tenho net!” Pior pra ti que paga. Em si, temos meia dúzia de canais aberto totalmente porcos que, por alguma razão inexplicável, se nivelam por baixo. A programação é um lixo. A novela brasileira atinge um novo patamar: conseguiu ser tão ruim quanto a mexicana. Quanto à tv paga… é um festival de repetições que torna bem mais simples e melhor baixar o que se gosta da internet e viver feliz para sempre. “Mas até tem uns programas bons…” Se existirem na televisão brasileira por volta de 200 programas e tivermos apenas 2 bons, então podemos dizer, sem culpa, que toda a programação é uma merda.

– Não se pode escolher o que ouvir:

Tirando míseras excessões, as rádios brasileiras são uma vergonha. Festival de propaganda e jabás que fazem a manutenção do sistema feudal cultural brasileiro. Pouca coisa presta, e o que presta produzido lá fora o s pobres DJs mal ficam sabendo. A produção musical brasileira anda, na maioria das vezes, pra trás. Todo ano resgata a tropicália, todo o ano mistura os mesmos ritmos e as mesmas tendências, se direcionando sempre a lugar nenhum. Vácuo total comparado à evolução musica que ocorreu na europa apenas em 1997.

Quando não se tem opões, não é possível se ter tendências. Uma vez que as pessoas não podem agir, ouvir, ver o que gostam, a mídia, a moda e tudo mais, não têm como seguir e notar a tendência, pois ela não existe. No Brasil a moda, e a maioria dos gostos de cada um, é ditado pela televisão. O normal seria que a TV mostrasse aquilo que as pessoas mais querem, e não que as pessoas passassem a querer o que a TV mais mostra.

É triste. Muito triste. No mundo, as gravadoras acabarão logo. Aqui, talvez nunca. No resto do mundo, a moda precisará de uma revolução para se manter. Aqui é provável que nunca aconteça. No resto do mundo, a TV terá que fazer milagre pra não perder todo o público para a internet. Aqui é bem provável que se consiga convencer o público a usar um controle remoto tosco, mal feito e ruim para acessar a internet pela TV e votar no final do Você Decide (que logo volta).